De “comprar” a “desfrutar a vida”: novos dividendos do consumo na China

A 6ª edição da Exposição Internacional de Produtos de Consumo da China (CICPE, na sigla em inglês), encerrada neste sábado (18) em Hainan, foi marcada por diversos avanços. A proporção de produtos estrangeiros expostos atingiu 65%, um aumento de 20 pontos percentuais em relação ao ano anterior e 277 novos produtos foram lançados, o dobro do ano passado. Foram criadas pela primeira vez uma “área de incubação” para marcas de varejo de turismo e um centro de serviços para compradores.

Vale ressaltar que muitas empresas estrangeiras estão aproveitando as oportunidades de facilitação no porto de livre comércio de Hainan para criar equipes especializadas em “compras e vendas globais”, impulsionando o fluxo bidirecional de produtos globais de qualidade e excelentes produtos chineses.

Como uma plataforma global de exibição e negociação de produtos de consumo, quais as novas tendências de consumo lideradas por esta edição da exposição? Desde conceitos verdes e de baixo carbono até tecnologias de ponta, como óculos de inteligência artificial (IA) e carros voadores, o consumo verde e inteligente foi visto por toda parte. Ao mesmo tempo, a “economia da experiência”, imersiva e interativa, também se tornou uma nova moda.

Quais novas oportunidades a renovação do mercado consumidor chinês trará para as empresas estrangeiras? No primeiro trimestre deste ano, as vendas no varejo de serviços da China cresceram 5,5% em relação ao ano anterior, uma taxa de crescimento 3,3 pontos percentuais maior do que a das vendas de bens de consumo no mesmo período. A aceleração do consumo principalmente no setor de turismo cultural e viagens se tornou um grande destaque.

Mais importante ainda, a China está ativamente abrindo suas portas e reduzindo continuamente as barreiras de entrada. Desde a expansão de projetos-piloto abrangentes para o acesso ao setor de serviços até a ampliação para 23 zonas piloto de livre comércio, o “roteiro” da abertura chinesa está cada vez mais claro. Empresas estrangeiras frequentemente afirmam que a estabilidade e previsibilidade das políticas do país proporcionam uma sensação mais concreta de que “investir na China é investir no futuro”.

Aos olhos das empresas estrangeiras, a China reúne um mercado de hiperescala, uma cadeia industrial completa, ampla concorrência de mercado e cenários de aplicação de ponta, sendo considerada o “melhor campo de testes” para companhias globais.

CRI Português

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