Rio de Janeiro — A inflação no Brasil subiu 1,25% em outubro, o que é maior alta para o mês desde 2002 e representa um aumento de 0,09 ponto percentual em relação a setembro (1,16%) e de 0,39 ponto percentual em comparação com outubro do ano passado (0,86%).
Segundo divulgou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação nos primeiros dez meses do ano chega a 8,24%, enquanto nos últimos 12 meses é de 10,67%, maior taxa nesse tipo de comparação desde janeiro de 2017 (10,71%).
Para este ano, o governo e o Banco Central tinham fixado uma meta de inflação de 3,75%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, o que já se admitiu que não será cumprida. O mercado financeiro, por sua vez, projeta que será de 9,33%.
Para frear a inflação, o Banco Central elevou nos últimos meses a taxa básica de juros Selic de 2,75% em março a 7,75% em outubro e a expectativa dos analistas financeiros é que termine o ano em 9,25%.
Em outubro, os nove grupos de produtos e serviços analisados aumentaram os preços, liderados pelos transportes, com uma variação de 2,82% com relação a setembro, vestuário (1,80%) e artigos para casa (1,27%).
Segundo o IBGE, a alta nos transportes foi motivada pelo aumento dos preços dos combustíveis (3,21% ) e das passagens de avião (33,68%).
Em 2020, a inflação no Brasil ficou em 4,52%, maior taxa desde 2016 e superior à meta de 4% estabelecida pelo governo, embora dentro da margem de tolerância.
