Cinco anos após a criação do Parque Nacional do Tigre e Leopardo do Nordeste da China, as populações de tigres-siberianos e leopardos-do-extremo-oriente mais que dobraram nessa área florestal de 14,1 mil quilômetros quadrados.

Em novembro de 2025, uma câmera com sensor infravermelho registrou, na região de Hunchun, uma tigresa adulta acompanhada de cinco filhotes atravessando a floresta. Foi a primeira vez que seis tigres-siberianos selvagens foram fotografados juntos na China, um registro extremamente raro também em iniciativas de conservação da espécie em todo o mundo.

Desde a criação do parque, graças ao combate à caça furtiva e à restauração dos habitats, o número de tigres selvagens cresceu de 27 para 72, enquanto o de leopardos passou de 42 para 115. Ao mesmo tempo, o risco de encontros entre seres humanos e animais também aumentou. O parque implantou um sistema de alerta precoce com sensores infravermelhos interligados, que combina imagens térmicas captadas por drones e sinais sonoros para afastar os animais de maneira não agressiva, conduzindo-os de volta à floresta sem contato físico. Até o momento, foram instalados 11 sistemas de alerta precoce, que já emitiram mais de 15 mil avisos, beneficiando cerca de mil famílias das comunidades próximas.
