No mês de setembro, que chegou ao fim, diversas feiras e exposições, como a Feira Internacional de Investimento e Comércio da China e a Feira Internacional de Comércio de Serviços da China, atraíram muitos executivos de multinacionais. Após o encerramento dos eventos, alguns deles não retornaram imediatamente a seus países nem incluíram passeios turísticos em seus roteiros. Em vez disso, foram diretamente a fábricas chinesas, principalmente para conhecer potenciais parceiros de produção e discutir possibilidades de cooperação.
Em entrevistas à reportagem do Grupo de Mídia da China (CMG, na sigla em inglês), vários executivos de multinacionais que estiveram no país compartilharam suas impressões sobre as visitas a fábricas e as negociações de investimento e cooperação com parceiros chineses. Na avaliação desses executivos, as empresas chinesas adotam tecnologias avançadas em seus processos produtivos, o que as torna potenciais parceiras em novos investimentos e projetos de cooperação. Alguns empresários que acabaram de retornar a seus países já programaram uma nova viagem à China.
Para atender à demanda de executivos de empresas multinacionais interessados em visitar fábricas na China, algumas agências de viagens também passaram a oferecer serviços de “turismo industrial” voltados a empresas estrangeiras. Entre o ano passado e este ano, o volume de negócios de uma dessas agências cresceu cerca de cinco vezes. Segundo o responsável pela agência, empresas estrangeiras que vêm à China para fazer compras ou negociar parcerias têm demonstrado, nos últimos anos, grande interesse pelo avanço do setor de humanos digitais baseados em inteligência artificial (IA) no país.
As feiras e exposições funcionam como uma janela de conexão entre empresas chinesas e estrangeiras, enquanto as cadeias produtivas das fábricas chinesas e a diversidade de aplicações disponíveis no país constituem a base para transformar contatos e negociações em investimentos concretos.
