28 países pedem o fim das medidas coercitivas unilaterais na ONU

A China e outros 27 países, entre eles Rússia, Egito e Irã, fizeram um apelo nesta quinta‑feira (2) à comunidade internacional para que ponha fim às medidas coercitivas unilaterais, afirmando que essas medidas interferem nos assuntos internos de outros países e minam os pilares do multilateralismo.

A história mostra que as medidas coercitivas unilaterais constituem uma importante fonte de turbulência e desordem internacional, ao passo que os países em desenvolvimento e suas populações continuam a sofrer os maiores impactos dessas medidas, declarou Fu Cong, representante permanente da China junto às Nações Unidas, em uma declaração conjunta em nome dos 28 países, apresentada na Terceira Comissão da Assembleia‑Geral.

As medidas coercitivas unilaterais, agravadas por sanções secundárias e pelo cumprimento excessivo de exigências e restrições, exacerbaram os desafios humanitários e econômicos já existentes e ameaçam a segurança alimentar, energética e financeira, acrescentou Fu Cong.

O uso cada vez mais frequente de tarifas como instrumento de coerção unilateral tornou as questões econômicas e comerciais ainda mais politizadas, prejudicou o sistema de comércio multilateral, desorganizou as cadeias industriais e de suprimentos globais e dificultou os esforços dos países afetados para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, acrescentou.

Além disso, as medidas coercitivas unilaterais violam gravemente os direitos humanos fundamentais, entre eles o direito à vida, à saúde, ao desenvolvimento e à educação, e impedem que os países‑alvo exerçam esses direitos.

Os 28 países pedem a alguns países ocidentais que ouçam os apelos legítimos da comunidade internacional, cumpram seus compromissos de defender a Carta das Nações Unidas e o direito internacional, e revoguem de forma imediata, incondicional e integral, todas as medidas coercitivas unilaterais, afirmou Fu Cong.

“Também apelamos aos Estados‑membros, ao sistema das Nações Unidas e a outras organizações internacionais para que se oponham conjuntamente a essas práticas ilegais e ajudem os países‑alvo a amenizar suas dificuldades”, disse ele.

CRI Português

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topo