Relação construtiva de estabilidade estratégica China-EUA beneficia os dois países e o mundo

A convite do presidente Donald Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, realizou uma visita de Estado aos Estados Unidos de 23 a 25 deste mês. Durante a estadia, os dois chefes de Estado trocaram opiniões de forma franca e aprofundada sobre questões relacionadas às relações bilaterais e a tendência geral do mundo, além de alcançar consenso sobre oito pontos de êxitos. Entre eles, um importante resultado político foi a ampliação da conotação da nova posição do relacionamento entre os dois países, com o acordo de construir uma “relação construtiva de estabilidade estratégica China-EUA baseada no respeito, na equidade e na reciprocidade”.

Foi a primeira visita de Estado do presidente chinês aos Estados Unidos em 11 anos, além de representar as visitas mútuas entre os chefes de Estado dos dois países no espaço de seis meses, criando um marco histórico nos intercâmbios China-EUA. O presidente Trump se deslocou pessoalmente ao aeroporto para receber Xi Jinping, demonstrando o pleno respeito da parte estadunidense pelo líder chinês e a grande importância que atribui às relações bilaterais.

Os dois chefes de Estado concordaram em construir uma “relação construtiva de estabilidade estratégica com base no respeito, na equidade e na reciprocidade”, emitindo um sinal positivo de que as duas nações avançam na mesma direção, em coexistência pacífica e com benefícios mútuos.

Como entender estas três palavras-chave? Respeito significa considerar a soberania e a integridade territorial de cada um, os sistemas sociais e os caminhos de desenvolvimento escolhidos por cada país, bem como os interesses fundamentais e as principais preocupações do outro. Equidade indica realizar uma cooperação mutuamente benéfica, resolver as divergências por meio de consultas, não praticar o jogo de soma zero em que um ganha e o outro perde e não buscar uma vantagem absoluta unilateral. Reciprocidade sinaliza que os dois países têm soberania igual, sem hierarquia entre eles, sem práticas de hegemonia ou intimidação, resolvendo de forma recíproca as preocupações de cada um e desenvolvendo de forma equilibrada a cooperação em todos os domínios.

Na véspera da visita, as equipes econômicas e comerciais das duas partes realizaram uma nova rodada de consultas e chegaram a um novo acordo conjunto, que inclui a criação e o avanço do Conselho de Comércio e do Conselho de Investimento, a criação de um grupo de trabalho agrícola, a redução recíproca de tarifas no valor de US$ 30 bilhões e a prorrogação do consenso alcançado nas consultas comerciais de Kuala Lumpur.

No domínio da inteligência artificial (IA), a China e os EUA podem ser complementares em vantagens e cooperar em benefício mútuo. Neste encontro entre os dois chefes de Estado, ambos os lados concordaram em aproveitar bem o mecanismo de diálogo sobre IA, além de trocar opiniões sobre riscos e benefícios, prevenindo conjuntamente sobre o uso indevido e abusivo dessa tecnologia.

A questão de Taiwan é o assunto mais importante nas relações China-EUA. Durante a visita, o presidente Xi Jinping sublinhou a esperança de que a parte norte-americana mantenha a posição correta de se opor à “independência de Taiwan” e trate essa questão com prudência.

Num novo ponto de partida histórico, a China e os Estados Unidos devem implementar conjuntamente o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado e transformar a relação construtiva de estabilidade estratégica de visão em ação, buscando promover o bem-estar dos povos e acrescentar esperança à paz mundial.

CRI Português

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