A convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da China, Xi Jinping, realizará uma visita de Estado ao país entre esta quarta-feira (23) e sexta-feira (25). A agenda marca o retorno do presidente chinês aos EUA após três anos e concretiza também a troca de visitas entre os chefes de Estado em um período de seis meses.
A visita envia um sinal positivo ao mundo de que os dois lados continuam promovendo uma relação de “estabilidade estratégica construtiva”, que engloba a estabilidade positiva centrada na cooperação, a estabilidade sólida com competição sob controle, a estabilidade normal com divergências administráveis e a estabilidade duradoura com a paz prometida.
A pesquisa realizada pela China Global Television Network (CGTN), com 12 mil entrevistados em 39 países, mostra que 75% deles acreditam que uma relação estável entre a China e os EUA é vital para a comunidade internacional. Esse percentual sobe para 78,3% nos países em desenvolvimento, enquanto 76,7% dos entrevistados estadunidenses compartilham essa visão.
O levantamento indica que 78,6% dos entrevistados em todo o mundo acreditam que os dois países devem fortalecer o diálogo com base no respeito mútuo. Vale destacar que 78,3% dos participantes dos EUA concordam com esse caminho, parcela que chega a 85% entre os entrevistados republicanos.
Segundo a pesquisa, 67,9% dos entrevistados globais acreditam que os dois lados podem alcançar benefícios mútuos e resultados vantajosos comuns, e que os atritos econômicos e comerciais não são irreconciliáveis. Para 74,6% dos participantes, o comércio entre a China e os EUA é essencialmente de benefício recíproco. Vale ressaltar que os estadunidenses registraram taxas de concordância ainda mais altas para essas duas afirmações — 72,8% e 75,3%, respectivamente —, ficando acima da média global.
A pesquisa revela que os povos dos países em desenvolvimento têm grandes expectativas quanto a uma relação estável entre as duas maiores economias globais.
O “Sul Global” não deve se tornar uma arena para disputas entre grandes potências, e a maioria dos países não quer “escolher um lado” entre a China e os Estados Unidos. Uma relação construtiva e estrategicamente estável entre a China e os EUA é um bem público valioso, proporcionado conjuntamente pelos dois países. Isso moldará profundamente a evolução do cenário de poder global e os rumos da futura ordem internacional, atuando como uma força essencial que influencia a paz, a estabilidade, o desenvolvimento, a cooperação e a governança globais.
(O autor é Zhao Minghao, professor e vice-diretor do Centro de Estudos Estadunidenses da Universidade Fudan. O artigo reflete as opiniões do autor e não representa necessariamente o ponto de vista da CGTN).
