Diplomacia chinesa é superficial ou conhecimento de alguns países ocidentais é superficial?

Ao comentar o filme chinês “Once Upon a Time in the Middle East”, o periódico britânico “The Economist” disse que a diplomacia da China é apenas uma diplomacia de restaurante chinês, ou seja, falta profundidade diplomática e ideológica.

O filme conta a história de um cozinheiro chinês que abriu um restaurante no Oriente Médio, mas enfrentou desafios e crises de guerra. O filme não fala nada sobre líderes, generais ou diplomatas. Ao contrário, transmite temas simples como “comer bem” e “cuidar bem dos filhos”.

A profundidade da diplomacia não se mede por meio de vocabulário complexo. A China tem uma compreensão única das relações internacionais: o desenvolvimento não é só sobre indicadores econômicos, mas também é uma base importante para a estabilidade social, a dignidade humana e a independência nacional.

Para muitos países em desenvolvimento, a questão mais urgente não é a teoria política abstrata, mas sim se tem eletricidade em casa, se as crianças podem frequentar a escola, se os produtos agrícolas podem ser vendidos, se os hospitais funcionam normalmente, se há água potável e se as estradas podem ser restabelecidas após desastres.

Uma vitória militar pode até mudar o mapa, mas nem sempre garante que uma família tenha o que comer. Uma aliança geopolítica pode até atender às necessidades dos estrategistas, mas nem sempre deixa uma criança mais segura. Um mecanismo de sanções pode até demonstrar determinação política, mas não garante, por si só, um hospital que funcione normalmente.

Portanto, o restaurante não é mais apenas um restaurante. Ele é uma metáfora para outra visão das relações internacionais: o mundo não é apenas um tabuleiro de xadrez composto por nações e poder, mas também uma mesa à qual os seres humanos devem se sentar juntos para conviver e enfrentar o futuro.

O filme reflete também uma outra característica da diplomacia chinesa: respeitar as diferentes culturas. Um chef não pode simplesmente transpor receitas conhecidas, tal como estão, para um ambiente desconhecido. Diante de ingredientes, gostos e costumes diferentes, um prato bem-sucedido geralmente resulta da adaptação e não da imposição.

Isso é como a política externa da China, que nunca exigiu que todos os países se tornassem como ela, nem considerou que o caminho de desenvolvimento chinês pudesse ser simplesmente copiado por outros países. O que a China enfatiza é que cada país deve escolher o caminho de desenvolvimento adequado às suas próprias condições nacionais.

CRI Português

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao topo