Esta animação exclusiva traça todo o percurso do fluxo de detritos de Gyirong, desde o colapso de uma geleira no Nepal até seu impacto no Porto de Gyirong apenas sete minutos depois. Ela mostra como a extrema diferença de altitude e a alta velocidade do fluxo contribuíram para a força destrutiva do desastre.
O Porto de Gyirong está localizado na confluência dos rios Gyirong Zangbo e Donglin Zangbo, em um terreno íngreme.
O desastre transfronteiriço envolveu uma cadeia de eventos e atingiu diversas áreas. O fenômeno teve origem em uma geleira no curso superior do rio Cuojian, no Nepal, a uma altitude de cerca de 5.140 metros.
Tudo começou com uma enorme avalanche de gelo que cobriu 620.000 metros quadrados. Toda a geleira desabou, arrastando rochas e detritos consigo. O fluxo então entrou no rio na fronteira entre a China e o Nepal e seguiu para oeste, em direção ao rio Donglin Zangbo, transformando-se em uma poderosa onda de água e detritos. A força da correnteza atingiu o Porto de Gyirong antes de devastar outras localidades rio abaixo.
O fluxo foi intensificado pela queda repentina de altitude. Sua velocidade e magnitude aumentaram, significamente, seu poder de destruição. Em uma distância de cerca de 20 quilômetros, a altitude caiu quase 3.300 metros.
Foram necessários apenas sete minutos desde o colapso da geleira até o momento em que o fluxo de detritos atingisse o Porto de Gyirong. A velocidade média do fluxo chegou a 50 metros por segundo. A água, a lama e os detritos se moveram tão rapidamente que as pessoas quase não tiveram tempo de reagir ou buscar abrigo. A dimensão do desastre e a força do impacto foram enormes, resultando em um grande número de vítimas.
Após o fluxo de detritos em alta velocidade atingir o rio Gyirong Zangbo, ele se dividiu em duas direções. Uma onda avançou quase 3 quilômetros rio acima. A outra continuou rio abaixo ao longo do Gyirong Zangbo em direção ao Nepal, impactando a área circundante por dezenas de quilômetros.
Um lago de barreira se formou na área afetada pelo desastre. Especialistas estão aconselhando as pessoas a evacuarem para locais mais altos caso observem sinais de novas inundações.

