Xi Jinping conversa com rei da Jordânia

O presidente chinês, Xi Jinping, conversou com o rei do Reino Hachemita da Jordânia, Abdullah II ibn Al Hussein, em Beijing, nesta segunda-feira.

O líder chinês salientou que, desde o estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e a Jordânia, os dois países sempre se respeitaram mutuamente, trataram-se como iguais e desenvolveram cooperações de benefícios recíprocos, sendo uma representação vívida da cooperação vantajosa e da aprendizagem mútua entre países com sistemas sociais e dimensões diferentes.

Segundo Xi Jinping, a China valoriza o papel único e importante da Jordânia na região e a apoia de maneira firme na proteção da sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. O governo chinês está disposto a fortalecer os intercâmbios com a Jordânia em todos os níveis, incluindo governos, partidos políticos, órgãos legislativos e governos locais, e a promover a troca de experiências em matéria de governança.

“A essência da cooperação China-Jordânia reside nos benefícios mútuos. Ambos os lados devem aprofundar ainda mais o alinhamento das estratégias de desenvolvimento, fortalecer a cooperação em áreas tradicionais como comércio, infraestrutura, transporte e mineração, expandir novos pontos de crescimento para a cooperação, incluindo a economia digital, a inteligência artificial e a energia verde, e aprofundar de forma abrangente os intercâmbios em educação, cultura, ciência e tecnologia e turismo”, disse o presidente chinês.

“A China está comprometida a trabalhar com a Jordânia a fim de implementar as quatro iniciativas globais, fortalecer a coordenação e a cooperação em instituições multilaterais como as Nações Unidas, proteger conjuntamente o sistema internacional tendo as Nações Unidas como núcleo e a ordem internacional baseada no direito internacional e promover a construção da comunidade com futuro compartilhado para a humanidade”, assinalou Xi Jinping.

O rei Abdullah II afirmou que a Jordânia adere firmemente à política de Uma Só China e considera Taiwan parte integrante do território chinês. Segundo ele, a Jordânia está empenhada em aprofundar a cooperação e os intercâmbios com a China em áreas como comércio, indústria, agricultura, ciência e tecnologia, medicina, cultura e educação, e acolhe o investimento de mais empresas chinesas no país para alcançar o desenvolvimento e a prosperidade comuns.

Os dois líderes também trocaram opiniões sobre a situação no Oriente Médio. Xi Jinping enfatizou que a China tem defendido de maneira consistente um cessar-fogo abrangente e a resolução das disputas por meios políticos e diplomáticos, acreditando que a soberania e a segurança dos países da região, incluindo a Jordânia, devem ser respeitadas. “A questão palestina é o cerne da questão do Oriente Médio”, salientou Xi Jinping. Ele apresentou quatro princípios na promoção da resolução da questão:

– Uma solução política é essencial. Promover a retomada das negociações pacíficas entre Israel e Palestina e alcançar um Estado palestino em breve;

– A “governança palestina” deve ser mantida. A Palestina é a pátria de todos os palestinos, e o princípio da “governança palestina” deve ser respeitado no avanço da governança da Cisjordânia e na reconstrução pós-guerra de Gaza;

– O humanitarismo deve ser defendido. A comunidade internacional, especialmente o Conselho de Segurança da ONU, deve assumir seriamente suas responsabilidades, proteger a segurança dos civis, garantir assistência humanitária e prevenir catástrofes humanitárias;

– A equidade e a justiça devem ser defendidas. Promover a solução da questão palestina com base no direito internacional e com medidas pragmáticas.

O rei Abdullah II declarou que a Jordânia aprecia muito a postura imparcial da China nos assuntos do Oriente Médio e seu apoio à causa justa dos países árabes. “A Jordânia está disposta a manter uma comunicação estreita com a China e continuar realizando esforços positivos a fim de aliviar a atual crise, para que os povos de todos os países do Oriente Médio possam desfrutar de paz e prosperidade”, disse o rei Abdullah II.

CRI Português

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