De acordo com informações divulgadas durante o Diálogo entre Alfândegas e Setor Empresarial da APEC, nos primeiros sete meses deste ano, o valor total das importações e exportações entre a China e as economias da APEC atingiu 18 trilhões de yuans, registrando aumento de 21% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Atualmente, o volume econômico da Ásia-Pacífico representa mais de 60% da economia global, enquanto o comércio total da região se aproxima da metade do comércio mundial. Nos primeiros sete meses, o crescimento das importações e exportações entre a China e as economias da APEC superou o ritmo geral do comércio de mercadorias da China, demonstrando o grande potencial da cooperação econômica regional.
O diretor executivo da Secretaria da APEC, Eduardo Pedrosa, destacou a importância de facilitar a atuação das pequenas e médias empresas do bloco, por meio da simplificação de documentos e do reconhecimento mútuo de certificações. Segundo ele, essa será uma das tarefas mais importantes da entidade nos próximos anos, já que as pequenas e médias empresas representam 97% das empresas da Ásia-Pacífico.
O diretor-geral da Associação de Frutas do Chile, Miguel Canala-Echeverría, afirmou que o mercado chinês é muito importante para as cerejas chilenas. Segundo ele, a gestão dos portos chineses deixou uma impressão positiva. A cooperação entre os portos de Valparaíso e Shenzhen não apenas impulsionará o comércio de frutas, como também promoverá o intercâmbio tecnológico, beneficiando empresas e consumidores dos dois países.
O vice-diretor da Alfândega de Shenzhen, Pan Chuxiong, destacou que Shenzhen e Chile mantêm relações comerciais próximas. Segundo ele, há três rotas marítimas semanais diretas para importantes portos chilenos, e mais de 40% das cerejas importadas do Chile entram na China pelo porto de Shenzhen. A cooperação entre as alfândegas contribuirá para criar novas oportunidades para o comércio de produtos de qualidade entre os dois países.

