Por que a China adotou contramedidas contra órgãos dos EUA

O Ministério do Comércio e outras autoridades competentes da China anunciaram, no dia 5, contramedidas em resposta a uma série de ações adotadas pelos Estados Unidos contra o país, envolvendo a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) e o Departamento de Segurança Interna (DHS, também na sigla em inglês).

Um porta-voz do Ministério do Comércio disse que as ações dos Estados Unidos violaram gravemente o importante consenso alcançado pelos líderes dos dois países e prejudicaram seriamente os direitos e interesses legítimos da China. Diante disso, a China precisou adotar as contramedidas necessárias.

Ao mesmo tempo, Beijing exige que Washington retire imediatamente as medidas restritivas, cesse essas ações equivocadas e volte ao caminho correto da resolução das divergências por meio do diálogo e da cooperação, trabalhando juntos para preservar um relacionamento construtivo de estabilidade estratégica entre os dois países.

Vale lembrar que, após o encontro dos chefes de Estado dos dois países em Busan, na Coreia do Sul, em outubro do ano passado, a FCC continuou ampliando de forma indiscriminada o conceito de segurança nacional e adotando repetidamente medidas restritivas contra a China. Em julho deste ano, o órgão voltou a impor restrições à importação de equipamentos robóticos avançados e inversores de energia elétrica de fabricação chinesachineses.

Além disso, o DHS também colocou mais de 40 entidades chinesas na chamada “Lista de Entidades da Lei de Prevenção do Trabalho Forçado dos Uigures”, com o objetivo de exercer pressão econômica sobre a China com base em acusações completamente infundadas.

A parte chinesa sempre considera que o respeito mútuo, a coexistência pacífica e a cooperação de ganha-ganha são o caminho correto para as relações com os EUA. No entanto, diante das sucessivas medidas de repressão injustificadas e do bullying unilateral por parte dos EUA, a China se viu obrigada a adotar contramedidas.

Mesmo com o protecionismo aplicado pelos EUA, no primeiro semestre deste ano, o valor do comércio de mercadorias entre a China e os EUA ultrapassou US$ 2 trilhões, e o crescimento homólogo no segundo trimestre chegou a 13,7%.

O presidente do Conselho Empresarial EUA-China, Sean Stein, disse que afirmações de que “as empresas americanas não querem fazer negócios com a China”, “as empresas americanas estão saindo da China”, “as empresas americanas não investem na China” ou “as empresas americanas não recebem bem as empresas chinesas nos EUA” são completamente falsas.

A cooperação traz benefícios para a China e os EUA, enquanto o confronto, por sua vez, prejudica ambos — uma realidade comprovada repetidamente pelos fatos. Manter um relacionamento construtivo de estabilidade estratégica  é responsabilidade dos dois países e também corresponde às expectativas da comunidade internacional.

CRI Português

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