
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou na quarta-feira (22) que China e Brasil devem manter uma comunicação estreita, reforçar a coordenação estratégica e aprofundar a cooperação bilateral.
Durante encontro com seu homólogo brasileiro, Mauro Vieira, Wang Yi destacou que, sob a orientação estratégica dos dois chefes de Estado, China e Brasil registraram avanços positivos na construção conjunta de uma comunidade de futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável.
Wang Yi, também membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh), afirmou que a parceria estratégica entre os dois países sempre esteve na vanguarda das relações internacionais. Ele observou que o Brasil é uma economia emergente com influência global e uma importante força representativa do Sul Global.
Segundo o chanceler chinês, a China vê com satisfação o Brasil exercer um papel cada vez mais relevante nos assuntos internacionais e valoriza os esforços brasileiros em defesa da justiça e dos direitos dos países em desenvolvimento. Ele acrescentou que a China continuará apoiando o Brasil na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, e manifestou confiança de que o Brasil continuará respeitando e apoiando a China na defesa de seus interesses centrais.
O diplomata chinês ressaltou ainda que a China está disposta a trabalhar com o Brasil para implementar os importantes consensos alcançados pelos dois chefes de Estado e fortalecer a cooperação em áreas como aeroespacial, conectividade e inteligência artificial, impulsionando o desenvolvimento de ambas as nações.
Ele também declarou que a China saúda a adesão do Brasil à Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, com o objetivo de preservar interesses comuns e aprofundar a cooperação mutuamente benéfica no contexto da nova revolução tecnológica.
Mauro Vieira destacou que os líderes dos dois países mantêm comunicação constante, construíram um elevado nível de confiança mútua e conduziram as relações bilaterais a um novo patamar. Segundo ele, os intercâmbios em todos os níveis permanecem frequentes, enquanto o comércio bilateral atingiu um novo recorde no ano passado.
O chanceler brasileiro manifestou que o Brasil espera trabalhar com a China para aprofundar ainda mais a cooperação nas áreas financeira, comercial e em outros setores, além de fortalecer a articulação em mecanismos multilaterais como as Nações Unidas e o BRICS. Vieira acrescentou que o Brasil tem grande satisfação em ingressar na Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial, iniciativa proposta pela China, e espera aproveitar essa oportunidade para ampliar a cooperação em ciência, tecnologia e inovação.
