
O membro da Academia Brasileira de Ciências, Clecio R. De Bom, elogiou o papel da China na cooperação internacional, no desenvolvimento e na governança das tecnologias da inteligência artificial (IA).
A afirmação do acadêmico brasileiro foi feita neste domingo (19) em Shanghai, no terceiro dia da Conferência Mundial da IA 2026, em entrevista ao Grupo de Mídia da China (CMG).
Segundo De Bom, a China está se empenhando no desenvolvimento sinergético da IA, que é de extrema importância. Ele ressaltou que nenhum país pode lidar sozinho com os desafios causados pela IA.
O cientista brasileiro disse que, em muitos cenários, os seres humanos passam a delegar a tomada de decisões à inteligência artificial. Isso ocorre não apenas no setor industrial, mas também em parte das atividades científicas, que contam com a tecnologia para realizar análises e julgamentos.
De Bom alertou que essa prática pode facilmente gerar diversos riscos, uma vez que a inteligência artificial tem potencial para tomar decisões perigosas. “Por isso, devemos garantir a participação constante do ser humano na fiscalização e supervisão”, defendeu o membro da Academia Brasileira de Ciências.
O acadêmico acrescentou que os grandes modelos de código aberto da China têm grande significado para países que não têm recursos computacionais de alto desempenho, ajudando na pesquisa científica da IA.
