O Gabinete de Imprensa do Conselho de Estado da China realizou nesta terça-feira (13) uma coletiva de imprensa, durante a qual representantes da Administração Geral das Alfândegas apresentaram o desempenho do comércio exterior do país e divulgaram os dados do primeiro semestre. As importações e exportações de mercadorias da China cresceram 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo uma tendência positiva.
Segundo dados da alfândega, entre janeiro e junho, o comércio de mercadorias da China totalizou 25,47 trilhões de yuans, alta de 16,9% na comparação anual. As exportações alcançaram 14,73 trilhões de yuans, aumento de 13,4%, enquanto as importações somaram 10,74 trilhões, crescimento de 22,1%.
Em junho, o comércio exterior chegou a 4,78 trilhões de yuans, alta de 24,2% em relação ao mesmo período do ano passado, mantendo crescimento por 17 meses consecutivos.
No primeiro semestre, as exportações de produtos eletromecânicos atingiram 9,36 trilhões de yuans, alta de 20,1%, representando 63,5% do valor total exportado, 3,5 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado. As exportações de produtos de alta tecnologia somaram 3,26 trilhões de yuans, crescimento de 39%.
O crescimento das importações superou o das exportações em 8,7 pontos percentuais, favorecendo um desenvolvimento mais equilibrado do comércio exterior. As importações de commodities como energia, produtos eletromecânicos e produtos agrícolas aumentaram 3,4%, 28% e 8,6%, respectivamente.
No período, o comércio da China com os países participantes da construção conjunta do Cinturão e Rota totalizou 12,97 trilhões de yuans, alta de 14,8%, representando 50,9% do comércio exterior total. As trocas comerciais com a América Latina e a África cresceram 16,2% e 19,6%, respectivamente, enquanto com a União Europeia aumentaram 10,2%.
As empresas privadas registraram 14,53 trilhões de yuans em importações e exportações, aumento de 17%, correspondendo a 57% do comércio exterior total. As companhias de investimento estrangeiro e as estatais também apresentaram crescimento, de 17,1% e 16,8%, respectivamente.
