No dia 12, o responsável pelo Departamento Asiático do Ministério das Relações Exteriores da China convocou em caráter de urgência o ministro-conselheiro da Embaixada do Japão na China devido à fala do ministro das Relações Exteriores japonês sobre o décimo aniversário da chamada “decisão arbitral sobre o Mar do Sul da China”, além da declaração conjunta divulgada pelo Japão em conluio com outros países. Durante o encontro, o representante chinês apresentou um protesto veemente e manifestou forte insatisfação e repúdio.
A parte chinesa indicou que o Japão, apesar de ter cometido graves crimes históricos relacionados ao Mar do Sul da China sem nunca ter sido responsabilizado, não tem legitimidade para fazer comentários ou julgamentos acerca do tema. Para a China, as declarações e ações do Japão violam a ordem internacional e o Estado de direito internacional estabelecidos no pós-guerra.
O governo chinês afirmou ainda que, ao adotar padrões duplos e provocar divisões, o Japão prejudica a paz e a estabilidade no Mar do Sul da China, contrariando os interesses comuns e a vontade dos países da região. Tais atitudes despertam na comunidade internacional, incluindo no próprio país, forte alerta histórico e profunda indignação em relação às atrocidades cometidas pelo Japão durante seus processos de invasão e colonização na era moderna. A China declarou que responderá com firmeza às provocações do Japão, defendendo sua soberania territorial e seus direitos e interesses marítimos.
O governo chinês também apresentou protestos ao Japão sobre a questão de Taiwan, as armas químicas abandonadas pelo país em território chinês, declarações irresponsáveis de parlamentares japoneses sobre as políticas étnicas da China, além de uma série de comportamentos negativos por parte do Japão nas áreas de segurança e defesa.
