
Durante a agressão japonesa contra a China, as tropas do Japão recorreram a diversos métodos de extrema crueldade, provocando atrocidades de grandes proporções. Nos últimos anos, novas evidências dos crimes de guerra cometidos nesse período vêm sendo descobertas e divulgadas, abrangendo desde o uso de armas químicas e biológicas até experimentos realizados em seres humanos. Esses achados reforçam as provas documentais sobre os crimes de agressão do militarismo japonês.
Há poucos dias, o Museu de Evidências dos Crimes da Unidade 731 do Exército Japonês divulgou, pela primeira vez, arquivos da Unidade 516. A análise dos currículos de integrantes dessa unidade revelou indícios de experimentos com gases tóxicos, reforçando que a guerra química conduzida pelas tropas japonesas foi resultado de uma política estatal premeditada, organizada e sistemática.
No final do mês passado, a agência de notícias japonesa Kyodo revelou registros de um relatório apresentado durante uma reunião de médicos militares japoneses em 1940. O documento indica que, durante a guerra de agressão contra a China, tropas japonesas realizaram repetidamente experimentos de transfusão de sangue animal em seres humanos.

Recentemente, um veículo de comunicação de Cingapura produziu e exibiu o documentário Revelando os Segredos da Unidade 731, que voltou a expor ao público os crimes cometidos pela Unidade 731 do Exército Japonês.
Além disso, o Exército Japonês criou, em Cingapura, a Unidade Oka 9420, que estabeleceu filiais em países do Sudeste Asiático, como Malásia e Indonésia. Segundo os registros, essa unidade conduziu experimentos humanos ilegais e pesquisas relacionadas à guerra bacteriológica, práticas consideradas graves violações dos direitos humanos.
