
De 23 a 25 de junho de 2026, o Fórum de Verão de Davos 2026 foi realizado em Dalian, na província de Liaoning. O primeiro-ministro da Guiné, Oury Bah, visitou a China pela primeira vez para participar do evento e concedeu uma entrevista exclusiva ao Grupo de Mídia da China (CMG, na sigla em inglês).
Oury Bah acredita que o mundo está passando atualmente por uma profunda transformação na revolução tecnológica e que os países precisam contar com a inovação para impulsionar o desenvolvimento de diversas áreas. Ele admitiu que a trajetória da China, saindo de décadas de pobreza e atraso para se tornar uma das líderes mundiais em desenvolvimento, é um excelente modelo para muitos países em desenvolvimento. Também afirmou que a Guiné deseja aproveitar para ter mais intercâmbios internacionais, a fim de aprender de forma abrangente com a experiência madura da China.
O primeiro-ministro também elogiou iniciativas chinesas, como a construção conjunta do Cinturão e Rota e enfatizou que a Guiné vai aproveitar as oportunidades de desenvolvimento trazidas por essas iniciativas de maneira mais inteligente e eficiente. Com a cooperação na construção conjunta do Cinturão e Rota, a Guiné alcançou avanços significativos em áreas-chave como infraestrutura, agricultura e mineração. Entre elas, o emblemático projeto de minério de ferro de Simandou já está totalmente em operação, com todas as infraestruturas de apoio, como mineração, transporte ferroviário e portos de carga em funcionamento, tornando-se a principal alavanca para a transformação econômica da Guiné e ajudando o país a lançar o plano nacional de desenvolvimento de longo prazo “Simandou 2040”.
Ao relembrar os resultados da cooperação bilateral, Oury Bah disse que a usina hidrelétrica de Kinkon, construída pela China na Guiné, está operando de forma estável desde que foi concluída há sessenta anos. Ao mesmo tempo, a tecnologia chinesa de arroz híbrido aumentou a produção de alimentos e ajudou a combater a fome local. Na ocasião, Oury Bah refutou as alegações sobre uma suposta “armadilha da dívida” na cooperação com a China, afirmando que os resultados do desenvolvimento dos países africanos dependem principalmente de seu próprio nível de governança e de sua capacidade de aproveitar as oportunidades.
Sobre a política de tarifas zero da China para 53 países africanos com os quais estabeleceu relações diplomáticas, Oury Bah acredita que esta é uma oportunidade valiosa para os países africanos superarem dificuldades de desenvolvimento e se conectarem ao mercado global. A Guiné vai aproveitar os benefícios do grande mercado chinês e explorar o potencial da cooperação comercial bilateral. Ele disse que a Guiné está aprofundando a conexão estratégica de desenvolvimento entre os dois países. O país convida empresas privadas chinesas a investirem e empreenderem na Guiné.
