
O 23º Diálogo de Shangri-La foi encerrado recentemente em Cingapura. Durante o evento de três dias, contrastaram fortemente duas posições. Por um lado, a China abordou de frente os atuais desafios à segurança global e expôs as perspectivas do país sobre governança global e segurança internacional, enviando uma mensagem de defesa da paz e promoção da cooperação, que foi amplamente bem recebida. Por outro lado, o Japão apresentou argumentos falaciosos para justificar sua “remilitarização”, enquanto as Filipinas questionaram a importância da elaboração do Código de Conduta para o Mar do Sul da China, o que lhes rendeu críticas de outros participantes do diálogo.
O mundo atravessa atualmente as mudanças mais profundas e complexas desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Antes mesmo do início do Diálogo de Shangri-La, Japão e Filipinas haviam decidido iniciar negociações sobre um acordo para proteção de informações militares. No encontro deste ano, o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, defendeu a chamada nova versão do conceito de “Indo-Pacífico livre e aberto”, revelando ainda mais a ambição do Japão de romper com o princípio da “defesa exclusivamente defensiva”, perturbar o equilíbrio da segurança regional e desafiar a ordem pós-guerra.
O ministro da Defesa das Filipinas também gerou polêmica no fórum. Ele voltou a explorar o caso da arbitragem considerada ilegal na questão do Mar do Sul da China, exagerando as tensões regionais e provocando discórdia. Diante disso, a China questionou, com base em fatos e argumentos, a “incoerência entre palavras e ações” e as “contradições” do governo filipino na questão do Mar do Sul da China.
A visão de paz e segurança transmitida pela China no Diálogo de Shangri-La tem sido clara e consistente. Desde o início deste ano, líderes políticos de vários países têm visitado a China com frequência. Em conversas e reuniões com eles, o presidente Xi Jinping abordou repetidamente suas visões sobre a segurança global e a governança internacional.
Desde a apresentação das quatro iniciativas globais, passando pela promoção da estabilidade estratégica nas relações entre os grandes países, até a divulgação internacional da voz da justiça que se opõe ao hegemônico e defende a equidade, a China tornou-se uma referência para a paz e a estabilidade na Ásia-Pacífico e no mundo. Com a mudança da tendência do Diálogo de Shangri-La neste ano, é possível compreender mais profundamente o que significa a responsabilidade de um grande país.
