
James J. Heckman, professor da Universidade de Chicago, vencedor do Prêmio Nobel de Economia e do Prêmio da Amizade do Governo Chinês, concedeu recentemente uma entrevista ao Grupo de Mídia da China (CMG, na sigla em inglês). Durante a entrevista, o professor estadunidense enfatizou que a China mostra uma grande vitalidade tanto no setor econômico quanto no acadêmico e que está se integrando ao mundo com uma atitude cada vez mais aberta. Além disso, ele também destacou que, em seu contato com o povo chinês, sentiu um forte orgulho nacional, bem como um espírito diligente e pragmático de trabalho árduo, fazendo com que a China continue a manter um progresso maior no seu desenvolvimento socioeconômico.

Este ano marca o início do “15º Plano Quinquenal”, com os olhos do mundo voltados para o desenvolvimento de alta qualidade e a inovação científica e tecnológica da China. Com o lançamento do 15º Plano Quinquenal, a inteligência artificial está alavancando profundamente todos os setores com um ímpeto avassalador, tornando-se o motor que promove o desenvolvimento econômico. O professor James Heckman afirmou que as vantagens do desenvolvimento da inteligência artificial na China se refletem em muitos aspectos. Destacou, também, que as tecnologias relacionadas se tornarão um importante impulsionador do crescimento econômico. Ao mesmo tempo, também observou que esse processo de transformação está repleto de mudanças e oportunidades. Quando se discute como as profissões serão afetadas pela inteligência artificial, isso não significa necessariamente desemprego, mas pode significar uma melhoria das funções. A inteligência artificial, em essência, está gerando novas ideias ou tornando o pensamento das pessoas mais claro e definido.

A China tem sido um importante alvo de pesquisa nas últimas décadas do professor Heckman. Em 2014, foi oficialmente lançado o “Projeto de Educação Infantil Domiciliar em Áreas Rurais da China ‘Educação com Sabedoria'”. Heckman atuou como consultor, fornecendo orientação acadêmica e sugestões para o projeto. Suascontribuições para o projeto o levaram a receber o Prêmio da Amizade do Governo Chinês em 2019. O professor Heckman valoriza muito esta honraria e afirmou que o prêmio tem um significado especial para ele, e sua conquista foi uma agradável surpresa.
Heckman visitou a China diversas vezes desde sua primeira viagem ao país asiático em 1997. Em sua visão, a China tem alcançado um grande progresso no desenvolvimento nacional, tanto na transformação da estrutura profissional quanto no aprimoramento industrial. A qualidade dos produtos “made in China” melhorou significativamente, e o sistema logístico do país também se tornou cada vez mais completo. Segundo ele, o investimento do governo chinês no setor de infraestrutura gerou uma influência positiva para o desenvolvimento do país. Além disso, o professor destacou que a China de hoje ocupa uma posição de liderança tanto no setor econômico quanto no acadêmico, e o avanço da China está ocorrendo em quase todos os setores da economia.
Ao falar sobre as “tarifas de reciprocidade” impostas pelo governo dos Estados Unidos a outros países, Heckman expressou preocupação. Segundo ele, as medidas do governo americano lançaram uma sombra de instabilidade sobre o comércio global, transformando os EUA em um parceiro comercial de risco mais elevado e rompendo o modelo comercial tradicional baseado em vantagens comparativas. Atualmente, diversos países estão ajustando seus modelos comerciais, buscando maneiras de contornar as tarifas ao negociar com os Estados Unidos. Devido à natureza volátil da política norte-americana, muitos países já relutam em manter relações comerciais com os EUA e estão buscando canais alternativos de fornecimento.

Em sua obra, o professor Heckman expressou repetidamente uma atitude positiva e otimista em relação ao desenvolvimento da China. Ele acredita que esse otimismo contínuo surge de múltiplos fatores, incluindo suas experiências ao lidar com o povo chinês e a vitalidade social que testemunhou. Para ele, os elementos fundamentais para promover o desenvolvimento de um país já estão presentes, com várias indústrias e universidades transbordando dinamismo. A China é cheia de vigor, seu povo é dotado de sabedoria e a sociedade possui uma base sólida e isso é justamente o que falta a muitos norte-americanos.
