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China e parceiros da OCS se juntam para um futuro mais sustentável

(230517) -- ZHANATAS, May 17, 2023 (Xinhua) -- This photo taken on April 3, 2023 shows some wind turbine generators of the 100-MW Zhanatas wind farm in Zhanatas, Kazakhstan. China and Kazakhstan are pioneers in production capacity and investment cooperation, under the framework of the synergy between the Belt and Road Initiative and Kazakhstan's "Bright Road" new economic policy. The cooperation list includes 52 projects worth a total of more than 21.2 billion U.S. dollars. The 100-MW Zhanatas wind farm is one of the first batch of key energy projects under the China-Kazakhstan production capacity cooperation framework. The project was put into operation in June 2021, becoming Central Asia's largest wind farm at that time, greatly alleviating the power shortage in southern Kazakhstan. Maksat Abilgaziev, a resident of Zhanatas, had been an electrical engineer at a local phosphate mine company. He said he was impressed by the turbine, as its 60-meter-long blade covers an area as big as the London Eye observation wheel, adding that the wind blows in his hometown most of the year. He believed the future of his homeland and Kazakhstan lies in clean energy, especially wind energy. So in 2020, the 30-year-old man decided to step out of his comfort zone and embrace "the future." He then became a trainee responsible for maintaining and repairing wind turbines at the Zhanatas wind farm and learned related maintenance work from Chinese experts. This year is the third year for Abilgaziev to work at the wind farm. Diligence and studiousness has made the Kazakh man a senior maintenance engineer. "I have a stable job and my life has become better," he said. He and his pregnant wife are looking forward to the fifth member of their family. The wind power project has created jobs and increased tax revenue for his hometown, bringing new opportunities for urban development, said Abilgaziev. Talking about the prospect of green energy cooperation between China and Central Asia, Abilgaziev said he was confident that the sky will be bluer, the water cleaner and that human beings will live on a more beautiful Earth in the future. (Photo by Kalizhan Ospanov/Xinhua)

Almaty – Mais de 40 turbinas eólicas erguem-se nas vastas pastagens da região de Akmola, no Cazaquistão, convertendo o vento em eletricidade limpa que viaja por uma rede de transmissão de mais de 40 km diretamente para a capital, Astana.

Construído e operado por uma empresa chinesa, o parque eólico entrou em operação em setembro de 2023, virando o maior do país da Ásia Central na época.

O projeto de Akmola é um exemplo de cooperação verde mais ampla entre a China e os parceiros da Organização para Cooperação de Shanghai (OCS), abrangendo desde energia limpa e proteção ecológica até veículos de nova energia (NEVs) e transporte sustentável, enquanto visam objetivos comuns de crescimento de baixo carbono e um futuro mais verde.

TRANSFORMANDO O DESERTO NOVAMENTE EM OÁSIS

Antigamente um movimentado porto pesqueiro às margens do Mar de Aral, Muynak, no noroeste do Uzbequistão, agora é cercado pelo deserto. Navios enferrujados encalhados na areia são provas silenciosas do declínio ecológico.

O Mar de Aral, que já foi o quarto maior lago interior do mundo, encolheu mais de 90% desde a década de 1960 devido a projetos de irrigação em larga escala e às mudanças climáticas. Seu quase desaparecimento desencadeou uma grave crise ecológica marcada por falta de água, desertificação e perda de biodiversidade. Muynak, antes próspero, foi esvaziado conforme seus moradores foram forçados a deixar o local.

Para lidar com a crise, especialistas do Instituto de Ecologia e Geografia de Xinjiang, sob a Academia Chinesa de Ciências, se uniram a parceiros uzbeques para procurar novas maneiras de restaurar o ecossistema, com o objetivo de transformar o deserto novamente em oásis.

Em Muynak, foi estabelecido um jardim de plantas salinas de 12 hectares, com a introdução de mais de 30 espécies tolerantes ao sal da China para ajudar a restaurar a vegetação frágil ao redor do lago em declínio; a irrigação por gotejamento com energia solar e as tecnologias integradas de água e fertilizantes melhoraram significativamente a eficiência hídrica, aumentando a produtividade das culturas e a renda dos agricultores. Um laboratório conjunto China-Uzbequistão agora fornece uma plataforma fundamental para pesquisa ecológica, fornecendo talentos e treinamento técnico.

“Estamos adquirindo conhecimento inestimável de especialistas chineses”, disse Mirzambetov Abdirashid, chefe do Laboratório de Biotecnologia e Fisiologia Vegetal do Centro Internacional de Inovação do Uzbequistão para a Bacia do Mar de Aral. “Esperamos resultados frutíferos, que promoverão significativamente a ciência, a tecnologia e o conhecimento na Ásia Central”.

Concordando com Abdirashid, a ecologista quirguiz Anara Sultangaziyeva disse que a expertise da China em controle da desertificação e irrigação com economia de água pode ser um divisor de águas para os membros da OCS.

“Essas soluções podem ajudar a melhorar e proteger nossos ecossistemas, ao mesmo tempo em que possibilitam um desenvolvimento sustentável de baixo carbono”, observou ela.

Foto tirada em 24 de abril de 2024 mostra linha de montagem de veículos de nova energia (NEVs) da BYD, principal fabricante de NEVs da China, na fábrica da BYD em Zhengzhou, província de Henan, no centro da China. (Xinhua/Li Jianan)

VIAGEM MAIS ECOLÓGICA NO DIA A DIA

A campanha “Semana da Mobilidade Verde” foi lançada recentemente em Almaty, a maior cidade do Cazaquistão, incentivando os moradores a adotarem meios de transporte mais limpos.

Os ônibus elétricos de fabricação chinesa fizeram muito sucesso no evento.

Elogiando os ônibus como “100% ecológicos”, Nesibeli, um estudante de 16 anos que os utiliza quase diariamente, disse: “Eles são muito silenciosos, com ar-condicionado confortável, e facilitam a vida”.

Askhat, um taxista, compartilhou um sentimento semelhante, dizendo que seu carro elétrico chinês é “econômico, ecológico e tem muita tecnologia inteligente”.

Em Almaty e em muitas outras cidades da Ásia Central, os veículos elétricos de marca chinesa estão se tornando parte da vida cotidiana, apoiando os sistemas locais de transporte ecológico e o desenvolvimento urbano de baixo carbono.

Em Bishkek, capital do Quirguistão, o morador Nurkin está se preparando para comprar um veículo elétrico chinês. Na sua opinião, os NEVs chineses são elegantes, avançados e têm preços competitivos. “Várias pessoas que conheço estão ansiosas para testá-los. Espero que vejamos mais nas estradas”.

A crescente participação de mercado dos NEVs chineses ressaltou a forte confiança na tecnologia e na fabricação da China. Por exemplo, o Uzbequistão: o país importou 24.095 carros elétricos em 2024, dos quais 23.982 vieram da China.

A China continuou comprometida com sua transformação rumo ao desenvolvimento verde e de alta qualidade, com energia limpa e tecnologias de baixo carbono impulsionando a transição, disse Oleg Deripaska, presidente russo da Conselho Ecológico do Comitê de Amizade, Paz e Desenvolvimento China-Rússia.

Países como a Rússia também visam intercâmbios mais fortes e uma cooperação mais ampla com a China, acrescentou ele.

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