{"id":11202,"date":"2026-05-08T04:23:36","date_gmt":"2026-05-08T07:23:36","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepe.com.br\/cri\/?p=11202"},"modified":"2026-05-08T04:23:36","modified_gmt":"2026-05-08T07:23:36","slug":"democracia-epistemologia-e-o-caso-da-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepe.com.br\/cri\/2026\/05\/08\/democracia-epistemologia-e-o-caso-da-china\/","title":{"rendered":"Democracia, epistemologia e o caso da China"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><em>Por Edmundo Gunza, investigador (polit\u00f3logo) da Associa\u00e7\u00e3o de Estudos China-Angola<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">Durante d\u00e9cadas, a discuss\u00e3o sobre a natureza do sistema pol\u00edtico da China tem sido marcada por uma tens\u00e3o conceptual persistente, que consiste na seguinte quest\u00e3o: Como pode um pa\u00eds governado por um \u00fanico partido afirmar que possui democracia?<\/p>\n<p align=\"justify\">Para a maioria das teorias pol\u00edticas ocidentais, a resposta parece\u00a0\u00e9\u00a0simples,\u00a0n\u00e3o pode. Contudo, esta conclus\u00e3o \u00e9 resultado de um\u00a0grande\u00a0equ\u00edvoco epistemol\u00f3gico, que \u00e9\u00a0a identifica\u00e7\u00e3o da democracia exclusivamente com elei\u00e7\u00f5es competitivas multipartid\u00e1rias. Este entendimento \u00e9 historicamente contingente e culturalmente particular, n\u00e3o uma verdade universal.<\/p>\n<p align=\"justify\">Essa diverg\u00eancia conceptual tornou-se relevante ap\u00f3s o fim da Guerra Fria, quando a vict\u00f3ria ideol\u00f3gica do modelo liberal levou muitos analistas a assumir que a hist\u00f3ria pol\u00edtica havia chegado ao seu ponto final. Um dos textos mais influentes desta vis\u00e3o foi\u00a0<i>The End of History and the Last Man<\/i>, de Francis Fukuyama, publicado em 1992. Nesse livro, Fukuyama argumenta que a democracia liberal, combinada com o capitalismo de mercado, representaria a forma final de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da humanidade. Em outras palavras, o percurso hist\u00f3rico das ideologias teria culminado inevitavelmente na democracia liberal ocidental.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esta tese tornou-se uma refer\u00eancia central para a ci\u00eancia pol\u00edtica nas d\u00e9cadas seguintes. No entanto, o surgimento da China como pot\u00eancia econ\u00f3mica e tecnol\u00f3gica nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas colocou este pressuposto sob forte press\u00e3o. N\u00e3o apenas porque o pa\u00eds cresceu rapidamente sob um sistema pol\u00edtico diferente, mas porque passou a afirmar explicitamente que tamb\u00e9m possui uma forma de democracia,\u00a0ainda que distinta da democracia eleitoral ocidental.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para compreender essa afirma\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio recuar ao n\u00edvel mais fundamental da discuss\u00e3o:\u00a0a epistemologia do conceito de democracia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ocidental contempor\u00e2nea, democracia tornou-se sin\u00f3nimo de elei\u00e7\u00f5es competitivas, altern\u00e2ncia de poder e pluralismo partid\u00e1rio. Essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 dominante na literatura de ci\u00eancia pol\u00edtica desde meados do s\u00e9culo XX, especialmente nas teorias de autores como Robert\u00a0Alan\u00a0Dahl e Joseph Schumpeter, que definiram democracia essencialmente como um m\u00e9todo de selec\u00e7\u00e3o de governantes atrav\u00e9s de competi\u00e7\u00e3o eleitoral.<\/p>\n<p align=\"justify\">Contudo, essa defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponde necessariamente ao significado hist\u00f3rico original da democracia. Na Gr\u00e9cia Antiga, onde o termo surgiu, democracia referia-se principalmente \u00e0 participa\u00e7\u00e3o directa dos cidad\u00e3os na tomada de decis\u00f5es colectivas. N\u00e3o havia partidos pol\u00edticos organizados nem elei\u00e7\u00f5es competitivas nos moldes modernos. Em diferentes momentos da hist\u00f3ria, o conceito assumiu significados variados, frequentemente ligados \u00e0 ideia de governo que responde aos interesses do povo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O argumento central da China baseia-se precisamente nessa ambiguidade hist\u00f3rica. Segundo o discurso oficial promovido pelo Partido Comunista da China, a democracia n\u00e3o deve ser definida apenas pelos mecanismos eleitorais, mas sobretudo pelos resultados e pela capacidade do sistema pol\u00edtico de representar e responder \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Essa concep\u00e7\u00e3o foi sintetizada no conceito promovido pelo actual presidente da China, Xi Jinping, denominado \u201cdemocracia popular de processo integral\u201d. Neste sentido, a democracia n\u00e3o \u00e9 somente\u00a0um momento eleitoral peri\u00f3dico, mas um processo cont\u00ednuo de consulta, delibera\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que reflectem as necessidades da sociedade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por conseguinte,\u00a0as\u00a0elei\u00e7\u00f5es competitivas podem produzir governos que representam interesses particulares, elites econ\u00f3micas ou grupos de press\u00e3o, sem necessariamente produzir pol\u00edticas que melhorem o bem-estar geral. Assim, a legitimidade democr\u00e1tica deveria ser medida pelos resultados concretos da governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde o in\u00edcio das reformas econ\u00f3micas conduzidas por Deng Xiaoping em 1978, a China registou uma das transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas mais r\u00e1pidas da hist\u00f3ria moderna.\u00a0Segundo dados do Banco Mundial, mais de 800 milh\u00f5es de pessoas foram retiradas da pobreza extrema\u00a0nesse per\u00edodo. O pa\u00eds tornou-se a segunda maior economia do mundo e desenvolveu infraestruturas, capacidades tecnol\u00f3gicas e sistemas industriais em escala sem precedentes.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estes resultados constituem evid\u00eancias de que o sistema pol\u00edtico \u00e9 capaz de responder \u00e0s necessidades fundamentais da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0Nesse sentido, a legitimidade democr\u00e1tica n\u00e3o derivaria apenas de procedimentos institucionais, mas da capacidade do sistema pol\u00edtico de produzir prosperidade, estabilidade e desenvolvimento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Essa vis\u00e3o aproxima-se de uma tradi\u00e7\u00e3o antiga do pensamento pol\u00edtico chin\u00eas. Na filosofia confucionista, a legitimidade do governante estava associada ao conceito de \u201cMandato do C\u00e9u\u201d, segundo o qual um governo mant\u00e9m legitimidade enquanto governa com compet\u00eancia e garante o bem-estar da sociedade. Se falha nessa miss\u00e3o, perde legitimidade moral.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim, a concep\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de democracia na China combina elementos modernos de governa\u00e7\u00e3o burocr\u00e1tica com tradi\u00e7\u00f5es intelectuais profundamente enraizadas na cultura pol\u00edtica chinesa.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c9 precisamente nesse ponto que o caso chin\u00eas desafia diretamente a tese de Fukuyama. Em The End of History and the Last Man, Fukuyama argumentava que o triunfo global da democracia liberal era praticamente inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p align=\"justify\">Contudo, o desenvolvimento\u00a0da\u00a0China\u00a0demonstra que regimes pol\u00edticos alternativos podem alcan\u00e7ar n\u00edveis elevados de desempenho econ\u00f3mico e estabilidade social. Isso n\u00e3o significa necessariamente que o modelo da China\u00a0seja superior ou universalmente aplic\u00e1vel, mas evidencia que a hist\u00f3ria pol\u00edtica n\u00e3o seguiu uma traject\u00f3ria linear em direc\u00e7\u00e3o a um \u00fanico modelo institucional.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mais importante ainda, a ascens\u00e3o da China revela que conceitos pol\u00edticos aparentemente universais,\u00a0como democracia\u00a0liberal, s\u00e3o frequentemente constru\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas enraizadas em contextos culturais espec\u00edficos. Quando esses conceitos s\u00e3o aplicados a outras civiliza\u00e7\u00f5es sem adapta\u00e7\u00e3o, podem gerar efeitos desvantajosos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Esse debate tem implica\u00e7\u00f5es particularmente importantes para \u00c1frica. Durante grande parte do per\u00edodo p\u00f3s-colonial, os sistemas pol\u00edticos africanos foram avaliados com base em crit\u00e9rios institucionais importados do Ocidente, muitas vezes sem considerar plenamente as estruturas sociais, hist\u00f3ricas e culturais do continente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Isso n\u00e3o significa rejeitar os princ\u00edpios democr\u00e1ticos ou os direitos pol\u00edticos. Significa, antes, reconhecer que o desenvolvimento institucional deve partir de bases epistemol\u00f3gicas pr\u00f3prias.<\/p>\n<p align=\"justify\">A experi\u00eancia chinesa demonstra que sistemas pol\u00edticos podem ser adaptados \u00e0s caracter\u00edsticas hist\u00f3ricas e culturais de cada sociedade. A China n\u00e3o tentou replicar integralmente modelos institucionais estrangeiros; procurou desenvolver um sistema que combinasse elementos de moderniza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica com tradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas locais e estruturas organizacionais pr\u00f3prias.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para \u00c1frica, essa li\u00e7\u00e3o pode ser muito importante. O continente possui uma grande\u00a0diversidade de sistemas sociais, tradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e estruturas comunit\u00e1rias. Em muitas sociedades africanas, por exemplo, mecanismos tradicionais de tomada de decis\u00e3o baseavam-se em consensos comunit\u00e1rios, media\u00e7\u00e3o social e autoridade moral, mais do que em competi\u00e7\u00e3o eleitoral adversarial.<\/p>\n<p align=\"justify\">Reinterpretar essas tradi\u00e7\u00f5es \u00e0 luz das necessidades contempor\u00e2neas pode contribuir para o desenvolvimento de modelos institucionais mais est\u00e1veis e legitimados socialmente.\u00a0Em outras palavras, a quest\u00e3o central n\u00e3o \u00e9 escolher entre copiar o modelo ocidental ou o modelo chin\u00eas. A verdadeira quest\u00e3o \u00e9 construir uma epistemologia pol\u00edtica africana que reflita as realidades hist\u00f3ricas e sociais do continente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Edmundo Gunza, investigador (polit\u00f3logo) da Associa\u00e7\u00e3o de Estudos China-Angola Durante d\u00e9cadas, a discuss\u00e3o sobre a natureza do sistema pol\u00edtico da China tem sido marcada por uma tens\u00e3o conceptual persistente, que consiste na seguinte quest\u00e3o: Como pode um pa\u00eds governado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-11202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-visao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Democracia, epistemologia e o caso da China - 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