{"id":10635,"date":"2026-02-17T05:49:14","date_gmt":"2026-02-17T08:49:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepe.com.br\/cri\/?p=10635"},"modified":"2026-02-17T05:49:14","modified_gmt":"2026-02-17T08:49:14","slug":"china-em-dois-tempos-das-bicicletas-de-1977-a-mobilidade-eletrica-ferroviaria-e-urbana-planejada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepe.com.br\/cri\/2026\/02\/17\/china-em-dois-tempos-das-bicicletas-de-1977-a-mobilidade-eletrica-ferroviaria-e-urbana-planejada\/","title":{"rendered":"China em Dois Tempos: Das bicicletas de 1977 \u00e0 mobilidade el\u00e9trica, ferrovi\u00e1ria e urbana planejada"},"content":{"rendered":"<div class=\"cardsputaoya_l_cont\" data-v-6a32acc9=\"\">\n<div class=\"cardsputaoya_l_cont_l\" data-v-6a32acc9=\"\">\n<div class=\"cardsputaoya_cgtn\" data-v-6a32acc9=\"\"><em>Do mar de bicicletas aos trens-bala: como a China transformou sua mobilidade urbana e nacional<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"detailContent\" data-v-6a32acc9=\"\">\n<div class=\"pc\" data-v-9cf1b08a=\"\" data-v-6a32acc9=\"\">\n<div id=\"detailContent\" class=\"pc\" data-v-9cf1b08a=\"\">\n<p><strong><em>Por Iara Vidal*<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Henfil, no nosso \u00faltimo bate-papo eu te contei sobre a moderniza\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o. Hoje quero te falar de outra transforma\u00e7\u00e3o igualmente assombrosa: a do\u00a0<strong>transporte<\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.cri.cn\/2026\/01\/15\/ARTI1768444716844411\"><em>Di\u00e1rio da China \u2013 Uma prosa imagin\u00e1ria com Henfil na China antes da Coca-Cola<\/em><\/a><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00b7Quando a bicicleta n\u00e3o era exce\u00e7\u00e3o, era sistema<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053358531_236.jpg\" \/><\/p>\n<p>No seu Henfil na China (antes da Coca-Cola), voc\u00ea descreveu com espanto a paisagem de Beijing tomada por bicicletas.<\/p>\n<p><em><strong>\u201cA\u00ed, o meu campo de aten\u00e7\u00e3o se volta para as milhares de bicicletas cruzando a frente dos carros. \u00c9 tanta bicicleta, que chegam, no conjunto, a fazer barulho. Me pareceu ouvir o ru\u00eddo das pedaladas. T\u00f4 louco n\u00e3o! Tem quase 3 milh\u00f5es de bicicletas andando em Beijing\u201d<\/strong><\/em>, voc\u00ea escreveu.<\/p>\n<p>Voc\u00ea insistia que a bicicleta n\u00e3o era exce\u00e7\u00e3o \u2014 era sistema.\u00a0<strong><em>\u201cPois bem, o principal meio de transporte de toda a China \u00e9 a bicicleta.\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>E quase se desculpava com o leitor brasileiro, como quem sabe que aquilo soava improv\u00e1vel demais. N\u00e3o havia \u00f4nibus suficientes para todo mundo ir ao trabalho ou \u00e0 escola.<\/p>\n<p><strong><em>\u201cVamos dizer que os \u00f4nibus cubram, talvez, 30% da necessidade\u201d<\/em><\/strong>, voc\u00ea arriscou, avisando que a conta era caricatural \u2014 \u201c<strong><em>mas est\u00e1 pr\u00f3xima da realidade\u201d<\/em><\/strong>. O resto se resolvia no pedal.<\/p>\n<p>Da\u00ed vinha sua perplexidade urbana: \u201c<strong><em>As avenidas de Beijing s\u00e3o enormes. Mas para que servem estas avenidas de oito pistas?\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No seu olhar de 1977, era uma cidade quase sem carros. Os poucos existentes eram estatais, barulhentos, deslocados, abrindo caminho no meio de um mar disciplinado de bicicletas. E a bicicleta, longe de simbolizar atraso, aparecia como solu\u00e7\u00e3o coletiva: milh\u00f5es se movendo juntos, sem culto ao indiv\u00edduo motorizado.<\/p>\n<p>A buzina, voc\u00ea anotou com humor, funcionava quase como linguagem pedag\u00f3gica \u2014 n\u00e3o agressiva, mas negociada.<\/p>\n<p><strong>Pois senta, amigo. Porque, se na d\u00e9cada de 70 isso j\u00e1 te intrigava, o que veio depois desafia qualquer prancheta de charge.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A bicicleta ficou \u2014 mas ganhou camadas<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053425828_558.jpg\" \/><\/p>\n<p>A China n\u00e3o abandonou a bicicleta. Ela a reposicionou. As bikes \u2014 ou \u201ccamelos\u201d, como a gente chama na minha cidade, Bras\u00edlia \u2014 continuam por toda parte, agora el\u00e9tricas, compartilhadas e integradas ao metr\u00f4, \u00e0s esta\u00e7\u00f5es de trem e a bairros inteiros planejados para deslocamentos de massa.<\/p>\n<p>Ciclovias largas, cruzamentos inteligentes, um urbanismo que jamais tratou o carro individual como destino inevit\u00e1vel da modernidade.<\/p>\n<p>E o pedal n\u00e3o veio sozinho.<\/p>\n<p>Nas ruas de Beijing, o que se v\u00ea em quantidade impressionante s\u00e3o tamb\u00e9m as motos e scooters el\u00e9tricas, parte central dessa nova mobilidade urbana. Elas circulam silenciosas e organizadas, ocupando naturalmente o espa\u00e7o entre a caminhada, a bicicleta e o transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p>Impulsionadas por pol\u00edticas de mobilidade verde, restri\u00e7\u00f5es a motores a combust\u00e3o em \u00e1reas densas e incentivos ao consumo, esses ve\u00edculos de duas rodas tornaram-se um dos modos mais comuns de deslocamento de curta dist\u00e2ncia no pa\u00eds. Empresas chinesas l\u00edderes do setor registraram vendas de milh\u00f5es de unidades em 2025.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a Yadea, que comercializou 8,79 milh\u00f5es de ve\u00edculos el\u00e9tricos em um \u00fanico semestre, com crescimento de cerca de 33% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior \u2014 sinal claro de consolida\u00e7\u00e3o desse mercado tanto no cotidiano urbano quanto na expans\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, bicicletas el\u00e9tricas, scooters e motos el\u00e9tricas formam hoje um fluxo cont\u00ednuo de ve\u00edculos leves que resolve a chamada \u201cprimeira e \u00faltima milha\u201d da mobilidade urbana. Elas conectam casas, bairros, esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 e terminais ferrovi\u00e1rios com efici\u00eancia, baixo custo operacional e zero emiss\u00f5es locais.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 uma cidade em movimento constante, sem histeria, sem congestionamento cr\u00f4nico e sem a centralidade absoluta do carro individual \u2014 uma mobilidade pensada para escala, cotidiano e vida real.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A cidade subterr\u00e2nea<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053497060_320.jpg\" \/><\/p>\n<p>Mas, Henfil, se na sua China a bicicleta era a espinha dorsal da mobilidade urbana, hoje ela divide a cena com algo que voc\u00ea n\u00e3o chegou a ver: uma rede de transporte p\u00fablico que redefiniu a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de escala.<\/p>\n<p>Em 2025, o metr\u00f4 de Beijing j\u00e1 havia se transformado numa verdadeira cidade subterr\u00e2nea. A rede se aproximava da marca simb\u00f3lica de 900 quil\u00f4metros de trilhos, n\u00famero que seguia em expans\u00e3o com a incorpora\u00e7\u00e3o de novos trechos em fase final de testes.<\/p>\n<p>S\u00e3o cerca de 30 linhas em opera\u00e7\u00e3o, com integra\u00e7\u00e3o total entre modais e um fluxo di\u00e1rio que ultrapassa 11 milh\u00f5es de passageiros em dias \u00fateis. Para este ano, j\u00e1 est\u00e1 prevista a incorpora\u00e7\u00e3o de cerca de 30 quil\u00f4metros adicionais, refor\u00e7ando a posi\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 de Beijing entre os sistemas mais extensos e complexos do mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 mais apenas um sistema de mobilidade: \u00e9 infraestrutura da vida cotidiana, capaz de reorganizar o tempo da cidade, o ritmo do trabalho e a pr\u00f3pria experi\u00eancia urbana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quando a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica vira rotina<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053519495_334.jpg\" \/><\/p>\n<p>E, acima da terra, o que voc\u00ea chamaria de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica virou cotidiano.<\/p>\n<p>Em 2025,\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/20260108\/cccb531f180a40cabfd461ee609b0a60\/c.html\">a malha ferrovi\u00e1ria chinesa transportou quase 4,6 bilh\u00f5es de passageiros e movimentou mais de 5,2 bilh\u00f5es de toneladas de cargas<\/a>. A rede de trens de alta velocidade ultrapassou 50 mil quil\u00f4metros, consolidando-se como a maior do mundo \u2014 maior, inclusive, do que a soma das redes de alta velocidade de todos os outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Os trens-bala costuram o pa\u00eds a velocidades que transformaram dist\u00e2ncia em detalhe. Beijing\u2013Shanghai, que levava mais de 12 horas, hoje \u00e9 feito em cerca de 4 horas e meia. Guangzhou\u2013Shenzhen virou deslocamento cotidiano de menos de uma hora. O mapa antigo se dissolve. O tempo da vida cotidiana \u00e9 redesenhado.<\/p>\n<p>As esta\u00e7\u00f5es s\u00e3o outro choque de realidade. N\u00e3o se parecem com terminais ferrovi\u00e1rios tradicionais, mas com cidades futuristas: estruturas monumentais de a\u00e7o e vidro, p\u00e9-direito alt\u00edssimo, sinaliza\u00e7\u00e3o digital precisa, integra\u00e7\u00e3o direta com metr\u00f4s, \u00f4nibus e t\u00e1xis, tudo pensado para absorver fluxos gigantescos sem caos.<\/p>\n<p>Esta\u00e7\u00f5es como Beijing South, Shanghai Hongqiao ou Guangzhou South operam\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/20251216\/2c249f071bbe4aa18c5a7d63428b6227\/c.html\">volumes de passageiros equivalentes aos dos maiores aeroportos do mundo<\/a>\u00a0\u2014 s\u00f3 que com a fluidez silenciosa de quem embarca para atravessar continentes sobre trilhos.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o mundo inteiro observa esse sistema com mistura de admira\u00e7\u00e3o e espanto. Governos, engenheiros, urbanistas e planejadores urbanos estudam a experi\u00eancia chinesa para entender como um pa\u00eds conseguiu, em poucas d\u00e9cadas, transformar trilhos em eixo de integra\u00e7\u00e3o territorial, desenvolvimento regional e reorganiza\u00e7\u00e3o do tempo social.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 este: o mapa antigo se dissolve. O tempo da vida cotidiana \u00e9 comprimido, reorganizado, reinventado. Onde antes havia dist\u00e2ncia, hoje h\u00e1 continuidade. Onde havia espera, agora h\u00e1 fluxo. E o que voc\u00ea chamaria de exagero futurista virou simplesmente\u2026 o trem das oito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A eletrifica\u00e7\u00e3o das ruas<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053684426_124.jpg\" \/><\/p>\n<p>Se em 1977 voc\u00ea se perguntava para que serviam avenidas de oito pistas, hoje a resposta est\u00e1 dada: elas viraram apenas uma das camadas de um sistema muito maior \u2014 um pa\u00eds inteiro em movimento coordenado.<\/p>\n<p>Entre o metr\u00f4 subterr\u00e2neo, os trens-bala e as bicicletas que nunca desapareceram, surgiu uma paisagem urbana que voc\u00ea n\u00e3o chegou a ver: a dos ve\u00edculos de nova energia.<\/p>\n<p>A eletrifica\u00e7\u00e3o das ruas chinesas n\u00e3o \u00e9 promessa nem ensaio. \u00c9 realidade cotidiana.\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/20260114\/083eda23239f4c0cb54d5dcfb3a37c60\/c.html\/\">Em 2025, a China produziu 16,6 milh\u00f5es de ve\u00edculos de nova energia (NEVs) e vendeu 16,49 milh\u00f5es no mercado interno.<\/a>\u00a0Quase metade de todos os carros vendidos no pa\u00eds naquele ano \u2014 47,9% \u2014 j\u00e1 eram el\u00e9tricos ou h\u00edbridos plug-in.<\/p>\n<p>Dos 26,19 milh\u00f5es de novos ve\u00edculos registrados na China em 2025, 12,93 milh\u00f5es eram NEVs \u2014\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/20250714\/871a595e2ed14e609aca194a8321da7d\/c.html\">praticamente um em cada dois carros novos em circula\u00e7\u00e3o<\/a>. A eletrifica\u00e7\u00e3o deixou de ser nicho urbano sofisticado e passou a estruturar o cotidiano de cidades m\u00e9dias, bairros perif\u00e9ricos e deslocamentos ordin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Esse mercado interno gigantesco sustenta a lideran\u00e7a global da China no setor.\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.xinhuanet.com\/20250110\/34885a90b25a4734a5cd89f4816c7e98\/c.html\">O pa\u00eds responde por mais de 60% da produ\u00e7\u00e3o e das vendas mundiais de ve\u00edculos de nova energia<\/a>, sendo o primeiro da hist\u00f3ria a ultrapassar a marca de 10 milh\u00f5es de unidades produzidas em um \u00fanico ano.<\/p>\n<p>No centro dessa transforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 a BYD. Em 2025, a empresa vendeu cerca de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.globaltimes.cn\/page\/202601\/1352337.shtml\">4,6 milh\u00f5es de ve\u00edculos de nova energia, incluindo aproximadamente 2,26 milh\u00f5es de carros totalmente el\u00e9tricos<\/a>, consolidando-se como a maior fabricante do setor.<\/p>\n<p>Essa revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o ficou contida dentro das fronteiras chinesas. Ela embarcou. Literalmente. Um navio carregado com\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/20250520\/791b5d90926b493aa3557fca2a57e583\/c.html\">mais de 7 mil ve\u00edculos el\u00e9tricos partiu da China com destino ao Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A ponte Brasil\u2013China da mobilidade<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053583760_770.jpg\" \/><\/p>\n<p>No Brasil, essa transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 vis\u00edvel. Em outubro de 2025, a BYD inaugurou em Cama\u00e7ari, na Bahia, a maior f\u00e1brica de ve\u00edculos eletrificados da Am\u00e9rica Latina. A planta ocupa o antigo complexo da Ford, uma \u00e1rea de 4,6 milh\u00f5es de metros quadrados, e representa um investimento de cerca de R$ 5,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Na primeira fase, a f\u00e1brica tem capacidade para produzir 150 mil ve\u00edculos por ano, com planos de expans\u00e3o para 300 mil e, em etapas posteriores, at\u00e9 600 mil unidades anuais. A unidade j\u00e1 emprega mais de 1,5 mil pessoas e produziu quase 20 mil ve\u00edculos em poucos meses, entre modelos el\u00e9tricos e h\u00edbridos.<\/p>\n<p>O diferencial est\u00e1 nos h\u00edbridos plug-in com motores flex, capazes de rodar com eletricidade e etanol \u2014 tecnologia de ponta combinada com a matriz energ\u00e9tica brasileira. N\u00e3o \u00e9 apenas importa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es: \u00e9 produ\u00e7\u00e3o localizada, adapta\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e pol\u00edtica industrial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Do aeroporto modesto ao hub global<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053593645_683.jpg\" \/><\/p>\n<p>E h\u00e1 ainda o c\u00e9u. Quando voc\u00ea desembarcou em\u00a0<strong>Beijing, em julho de 1977<\/strong>, descreveu o aeroporto como modesto, quase discreto no tecido urbano da capital.<\/p>\n<p><em><strong>\u201cApesar de ser uma pot\u00eancia mundial, o aeroporto da capital da China me lembra mais o aeroporto de Natal (onde descem tr\u00eas avi\u00f5es comerciais por dia) que o Gale\u00e3o, no Rio. Parece um campus de uma universidade nas f\u00e9rias\u201d<\/strong><\/em>, descreveu voc\u00ea. O ar que ent\u00e3o recebia viajantes era simples, sem pretens\u00f5es de grandeza.<\/p>\n<p>Hoje, Beijing opera um dos sistemas aeroportu\u00e1rios urbanos mais din\u00e2micos do mundo, uma transforma\u00e7\u00e3o que fala tanto de conectividade quanto de ambi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.\u00a0<strong>Em 2025, o Aeroporto Internacional de Beijing-Capital registrou um movimento total de cerca de 70,76 milh\u00f5es de passageiros<\/strong>, mantendo sua import\u00e2ncia central nas rotas dom\u00e9sticas e internacionais e consolidando sua participa\u00e7\u00e3o na malha a\u00e9rea nacional e global.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0<strong>o Aeroporto Internacional de Beijing Daxing<\/strong>, inaugurado em 2019 como infraestrutura pensada para o s\u00e9culo XXI, avan\u00e7ou rapidamente: em 2025,\u00a0<strong>recebeu mais de 53,6 milh\u00f5es de passageiros ao longo do ano<\/strong>\u00a0e, de forma acumulada,\u00a0<strong>mais de 5,8 milh\u00f5es de passageiros em fluxo internacional e regional<\/strong>, estabelecendo novos recordes desde sua abertura.<\/p>\n<p><strong>Esses dois aeroportos juntos movimentaram mais de 124 milh\u00f5es de passageiros em 2025<\/strong>, um marco que confirma Beijing como um dos principais hubs a\u00e9reos globais, conectando a capital chinesa a dezenas de cidades e regi\u00f5es pelo mundo.<\/p>\n<p>O c\u00e9u de Beijing, antes apenas um ponto de chegada, tornou-se eixo de circula\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, onde infraestrutura, log\u00edstica e proje\u00e7\u00e3o internacional se encontram para traduzir, em n\u00fameros e rotas, a transforma\u00e7\u00e3o da China contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>E, neste in\u00edcio de\u00a0<strong>2026<\/strong>, esse movimento se intensifica. As autoridades chinesas projetam que o chamado \u201cchunyun\u201d \u2014 a grande migra\u00e7\u00e3o humana em torno do Ano Novo Chin\u00eas \u2014 alcan\u00e7ar\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.news.cn\/20260209\/cbce6364dba74296aff86d03f057a87b\/c.html\">um recorde de cerca de 9,5 bilh\u00f5es de viagens inter-regionais de passageiros entre 2 de fevereiro e 13 de mar\u00e7o<\/a>, com previs\u00e3o de crescimento tanto no tr\u00e1fego ferrovi\u00e1rio quanto na avia\u00e7\u00e3o civil, que est\u00e1 estimada em\u00a0<strong>95 milh\u00f5es de passageiros nesse per\u00edodo festivo<\/strong>.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio refor\u00e7a que, no momento em que os aeroportos de Beijing se consolidam como hubs globais, a pr\u00f3pria China experimenta uma mobilidade interna e internacional sem precedentes, onde o c\u00e9u, mais do que nunca, \u00e9 palco de circula\u00e7\u00e3o humana e transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Planejamento de longo prazo: quando mobilidade vira pol\u00edtica de Estado<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/2\/14\/1771053713640_781.jpg\" \/><\/p>\n<p>Nada disso aconteceu por acaso, Henfil. Desde o\u00a0<strong>12\u00ba Plano Quinquenal (2011\u20132015)<\/strong>, o transporte passou a ser organizado como parte de um sistema nacional integrado de infraestrutura. N\u00e3o era apenas expans\u00e3o de trilhos ou metr\u00f4s; era a constru\u00e7\u00e3o de uma malha moderna, coordenada e sustent\u00e1vel, inserida na estrat\u00e9gia geral de transforma\u00e7\u00e3o do modelo de desenvolvimento.<\/p>\n<p>No\u00a0<strong>13\u00ba Plano Quinquenal (2016\u20132020)<\/strong>, essa l\u00f3gica se aprofundou. O transporte deixou de ser apenas infraestrutura f\u00edsica e passou a dialogar explicitamente com inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, efici\u00eancia log\u00edstica, integra\u00e7\u00e3o modal e metas ambientais. Foram publicados planos setoriais espec\u00edficos refor\u00e7ando prioridade ao transporte p\u00fablico urbano e \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o do sistema como um todo.<\/p>\n<p>No\u00a0<strong>14\u00ba Plano Quinquenal (2021\u20132025)<\/strong>, a mobilidade foi consolidada como parte da estrat\u00e9gia de desenvolvimento de alta qualidade. Fala-se em sistema de transporte moderno, verde, inteligente e interconectado. Eletrifica\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o log\u00edstica, expans\u00e3o ferrovi\u00e1ria de alta velocidade e integra\u00e7\u00e3o regional passaram a ser tratados como elementos estruturais do projeto de moderniza\u00e7\u00e3o e neutralidade de carbono.<\/p>\n<p>E agora entramos no\u00a0<strong>15\u00ba Plano Quinquenal (2026\u20132030)<\/strong>. A mobilidade j\u00e1 n\u00e3o aparece apenas como infraestrutura, mas como parte da arquitetura tecnol\u00f3gica e verde do novo ciclo econ\u00f4mico. Transporte, dados, ind\u00fastria e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica passam a operar de forma integrada. N\u00e3o \u00e9 rea\u00e7\u00e3o ao congestionamento; \u00e9 m\u00e9todo de constru\u00e7\u00e3o nacional em horizonte de d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Aqui, transporte n\u00e3o \u00e9 improviso. \u00c9 pol\u00edtica de Estado. \u00c9 reorganiza\u00e7\u00e3o territorial. \u00c9 estrat\u00e9gia industrial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A charge que n\u00e3o cabe mais na p\u00e1gina<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea viu o come\u00e7o do filme, Henfil. Viu as bicicletas fazendo barulho juntas. O que veio depois n\u00e3o apagou aquilo \u2014 ampliou.<\/p>\n<p>Talvez hoje voc\u00ea desenhasse uma charge imposs\u00edvel: bicicletas el\u00e9tricas cruzando sob viadutos, motos silenciosas costurando bairros, metr\u00f4s correndo como veias luminosas, trens-bala rasgando o pa\u00eds, carros eletrificados sem fuma\u00e7a \u2014 e, l\u00e1 no alto, um aeroporto que parece nave espacial.<\/p>\n<p>Talvez escrevesse algo simples, do seu jeito:<\/p>\n<p><em><strong>\u201cN\u00e3o tiraram a bicicleta. S\u00f3 empilharam o futuro em cima dela.\u201d<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Porque \u00e9 isso.<\/p>\n<p>O tra\u00e7o continua o mesmo.<\/p>\n<p>S\u00f3 a p\u00e1gina ficou gigantesca.<\/p>\n<p><em>Beijinhos de Beijing!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>* Iara Vidal \u00e9 pesquisadora independente dedicada ao estudo das interse\u00e7\u00f5es entre moda, pol\u00edtica e cultura. Jornalista brasileira radicada em Beijing, trabalha como editora na CGTN em portugu\u00eas, emissora do Grupo de M\u00eddia da China (CMG, na sigla em ingl\u00eas).<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Fonte: CMG<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do mar de bicicletas aos trens-bala: como a China transformou sua mobilidade urbana e nacional Por Iara Vidal* Henfil, no nosso \u00faltimo bate-papo eu te contei sobre a moderniza\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o. 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