{"id":10355,"date":"2026-01-08T03:55:18","date_gmt":"2026-01-08T06:55:18","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodepe.com.br\/cri\/?p=10355"},"modified":"2026-01-08T03:55:18","modified_gmt":"2026-01-08T06:55:18","slug":"hanfu-nas-ruas-por-que-a-china-tem-se-vestido-de-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodepe.com.br\/cri\/2026\/01\/08\/hanfu-nas-ruas-por-que-a-china-tem-se-vestido-de-historia\/","title":{"rendered":"Hanfu nas ruas: por que a China tem se vestido de hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>por Iara Vidal *<\/p>\n<p><i>Juventude transforma tradi\u00e7\u00e3o em estilo de vida \u2014 e isso diz muito sobre identidade, cultura e mercado.<\/i><\/p>\n<p>Quem caminha hoje pelas ruas da China percebe algo curioso \u2014 e cada vez mais comum: jovens circulando com roupas que parecem ter sa\u00eddo de pinturas antigas, s\u00e9ries hist\u00f3ricas ou romances cl\u00e1ssicos. O vestu\u00e1rio tradicional chin\u00eas voltou com for\u00e7a, especialmente entre a juventude urbana.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/1\/8\/1767853746486_610.png\" \/><\/p>\n<p>Hanfu, saia mamian (literalmente \u201ccara de cavalo\u201d) e o chamado estilo \u201cNeo-Chin\u00eas\u201d deixaram de ser figurino de festas, encena\u00e7\u00f5es ou dramas hist\u00f3ricos. Passaram a ocupar parques, universidades, encontros, sess\u00f5es de fotos, eventos culturais e at\u00e9 ambientes de trabalho criativo. A tradi\u00e7\u00e3o saiu do museu e foi para a rua.<\/p>\n<p>D\u00e1 uma olhada:\u00a0<a href=\"https:\/\/portuguese.cgtn.com\/2025\/12\/23\/ARTI1766460685545240\"><span lang=\"PT\">Vestu\u00e1rio tradicional chin\u00eas passa a ser nova tend\u00eancia entre jovens<\/span><\/a><\/p>\n<p>Essa tend\u00eancia mistura passado e presente sem pedir licen\u00e7a. \u00c9 identidade cultural vestida no corpo, com criatividade e autoconfian\u00e7a \u2014 e ajuda a entender debates maiores sobre cultura, mercado e a chamada \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o ao estilo chin\u00eas\u201d.<\/p>\n<h3>O que \u00e9 hanfu \u2014 e o que ele n\u00e3o \u00e9<\/h3>\n<p>Antes de tudo, vale uma pausa did\u00e1tica. Hanfu \u00e9 o traje tradicional e hist\u00f3rico do povo han, o maior grupo \u00e9tnico da China, respons\u00e1vel por mais de 90% da popula\u00e7\u00e3o. Sua hist\u00f3ria atravessa mais de tr\u00eas mil\u00eanios, acompanhando dinastias, transforma\u00e7\u00f5es sociais, est\u00e9tica e filosofia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/1\/8\/1767853816715_804.png\" \/><\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um equ\u00edvoco comum: hanfu n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de \u201croupa chinesa antiga\u201d. A China \u00e9 um pa\u00eds multi\u00e9tnico, com 56 grupos oficialmente reconhecidos, cada um com vestimentas tradicionais pr\u00f3prias. O hanfu refere-se especificamente ao vestu\u00e1rio do povo han.<\/p>\n<p>O qipao (ou cheongsam), por exemplo \u2014 frequentemente associado no Ocidente \u00e0 \u201croupa chinesa\u201d \u2014 \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o relativamente recente, derivada do vestu\u00e1rio das mulheres manchus no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Bonito e ic\u00f4nico, mas n\u00e3o \u00e9 hanfu. O mesmo vale para trajes tibetanos, uigures, mong\u00f3is ou dai, pertencentes a outras matrizes culturais.<\/p>\n<h3>Como reconhecer um hanfu<\/h3>\n<p>O hanfu n\u00e3o \u00e9 uma pe\u00e7a \u00fanica, mas um sistema de vestimenta guiado por princ\u00edpios est\u00e9ticos e simb\u00f3licos. Ele se caracteriza por cortes soltos, linhas retas e tecidos fluidos. Diferente do qipao justo e estruturado, o hanfu n\u00e3o marca o corpo: a eleg\u00e2ncia est\u00e1 no caimento e no movimento.<\/p>\n<p>Um elemento central \u00e9 o jiaoling, o cruzamento da gola da direita para a esquerda. Mais do que detalhe t\u00e9cnico, trata-se de um c\u00f3digo cultural: essa dire\u00e7\u00e3o indica a vestimenta correta do mundo dos vivos. O cruzamento inverso era reservado a rituais funer\u00e1rios, marcando a separa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica entre vida social e exce\u00e7\u00e3o ritual.<\/p>\n<p>Outro tra\u00e7o marcante \u00e9 a aus\u00eancia de bot\u00f5es ou z\u00edperes. O ajuste \u00e9 feito por faixas e la\u00e7os (dai), muitas vezes acompanhados de cintos decorativos (yaofeng). Vestir-se \u00e9 um gesto consciente, quase ritual. Mangas amplas criam um efeito coreogr\u00e1fico no movimento do corpo, enquanto o uso de camadas expressa equil\u00edbrio e propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Reconhecer um hanfu \u00e9 perceber essa combina\u00e7\u00e3o de fluidez, cruzamento, amarra\u00e7\u00e3o, movimento e camadas \u2014 um modo de vestir que carrega hist\u00f3ria e identidade.<\/p>\n<h3>Dinastias, estilos e est\u00e9tica<\/h3>\n<p>O hanfu evoluiu ao longo de mil\u00eanios. Hoje, o termo costuma se referir aos estilos desenvolvidos da Dinastia Shang ao final da Dinastia Ming, antes da consolida\u00e7\u00e3o do vestu\u00e1rio manchu no per\u00edodo Qing.<\/p>\n<p>Cada per\u00edodo deixou marcas pr\u00f3prias. A Dinastia Han consolidou uma est\u00e9tica s\u00f3bria e austera. A Tang, cosmopolita e exuberante, \u00e9 uma das mais populares no revival atual. A Song privilegiou eleg\u00e2ncia contida e refinamento intelectual. J\u00e1 a Ming trouxe trajes mais estruturados e formais, frequentemente reproduzidos hoje.<\/p>\n<p>Olhar esse percurso ajuda a entender por que o hanfu sempre foi mais do que \u201croupa antiga\u201d: ele refletia valores, hierarquias e ideias de corpo e beleza de cada \u00e9poca.<\/p>\n<h3>Do desaparecimento ao renascimento<\/h3>\n<p>O hanfu deixou de ser vestimenta cotidiana a partir do s\u00e9culo 17, com a ascens\u00e3o da Dinastia Qing, de origem manchu. Os novos governantes impuseram c\u00f3digos de vestimenta pr\u00f3prios, e o hanfu foi progressivamente desencorajado ou proibido em contextos oficiais.<\/p>\n<p>Durante quase trezentos anos, permaneceu restrito a rituais, religi\u00e3o, teatro e cerim\u00f4nias. O renascimento come\u00e7ou nos anos 2000, impulsionado principalmente por jovens, em f\u00f3runs online, universidades e comunidades criativas. Foi um movimento de baixo para cima, n\u00e3o uma pol\u00edtica institucional.<\/p>\n<p>Para muitos, o hanfu passou a simbolizar reconex\u00e3o hist\u00f3rica, est\u00e9tica tradicional e afirma\u00e7\u00e3o cultural \u2014 com significados diversos, que v\u00e3o do gosto visual \u00e0 identidade.<\/p>\n<h3>Moda, mercado e estilo de vida<\/h3>\n<p>Hoje, o hanfu circula como roupa contempor\u00e2nea. Ele aparece em parques hist\u00f3ricos, eventos, sess\u00f5es fotogr\u00e1ficas e, em alguns casos, at\u00e9 no trabalho, especialmente em setores criativos. Trata-se menos de \u201cvoltar ao passado\u201d e mais de reconstru\u00e7\u00e3o cultural em tempo real.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/38picres.cgtn.com\/photoAlbum\/page\/performance\/img\/2026\/1\/8\/1767853953824_230.jpg\" \/><\/p>\n<p>O mercado acompanhou esse movimento. Em 2025, o hanfu consolidou-se como um setor bilion\u00e1rio, integrado \u00e0 economia cultural e ao consumo jovem. Dados da Global Market Statistics estimam que o mercado global tenha alcan\u00e7ado cerca de US$ 1,8 bilh\u00e3o em 2025, com proje\u00e7\u00f5es de crescimento cont\u00ednuo at\u00e9 2035.<\/p>\n<p>Na China, apenas no primeiro trimestre de 2025, as vendas ultrapassaram 3,14 bilh\u00f5es de yuans. A produ\u00e7\u00e3o se concentra em polos como o condado de Cao, na prov\u00edncia de Shandong, respons\u00e1vel por quase metade da produ\u00e7\u00e3o nacional e funcionando como um cluster industrial da vestimenta tradicional.<\/p>\n<p>O consumo \u00e9 fortemente impulsionado pelas redes sociais, por plataformas Taobao, JD.com e Xiaohongshu, al\u00e9m de fotografia tem\u00e1tica, eventos culturais e turismo hist\u00f3rico. Ainda assim, o custo e a complexidade de vestir fazem com que parte do p\u00fablico opte por aluguel ou experi\u00eancias pontuais.<\/p>\n<h3>Hanfu e a moderniza\u00e7\u00e3o ao estilo chin\u00eas<\/h3>\n<p>O retorno do hanfu n\u00e3o \u00e9 apenas tend\u00eancia de moda. Ele se conecta \u00e0 forma como a China pensa seu pr\u00f3prio caminho de desenvolvimento. Desde 1949, modernizar o pa\u00eds nunca significou copiar modelos ocidentais. A ideia de socialismo com caracter\u00edsticas chinesas buscou articular crescimento econ\u00f4mico, transforma\u00e7\u00e3o social e continuidade hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A partir de 2012, sob Xi Jinping, esse entendimento passou a ser organizado em torno da no\u00e7\u00e3o de \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o ao estilo chin\u00eas\u201d. Avan\u00e7ar em tecnologia e qualidade de vida sem romper com a hist\u00f3ria e a cultura pr\u00f3prias tornou-se um eixo central.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que o hanfu ganha for\u00e7a. Ele n\u00e3o \u00e9 fantasia hist\u00f3rica nem nostalgia. \u00c9 tradi\u00e7\u00e3o reinterpretada: roupas inspiradas em s\u00e9culos de hist\u00f3ria, mas produzidas com design atual, circula\u00e7\u00e3o digital, e consumo jovem. Cultura, aqui, vira tamb\u00e9m economia.<\/p>\n<p>O hanfu integra um movimento mais amplo conhecido como guochao, a \u201conda nacional\u201d, que valoriza s\u00edmbolos, marcas e narrativas chinesas. Mais do que projetar imagem para fora, fortalece orgulho cultural e senso de pertencimento interno.<\/p>\n<h3>Moda com caracter\u00edsticas chinesas<\/h3>\n<p>O que se v\u00ea nas ruas da China hoje n\u00e3o \u00e9 apenas o retorno de uma roupa antiga, mas a consolida\u00e7\u00e3o de uma linguagem est\u00e9tica. Hanfu, saia mamian e o estilo \u201cNeo-Chin\u00eas\u201d ocupam posi\u00e7\u00f5es diferentes dentro do mesmo movimento: mem\u00f3ria hist\u00f3rica, adapta\u00e7\u00e3o cotidiana e design contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Juntos, mostram que tradi\u00e7\u00e3o, na China de hoje, n\u00e3o est\u00e1 presa ao passado. Ela circula, se adapta, vira mercado, consumo e identidade. Vestir-se deixa de ser apenas escolha est\u00e9tica e passa a ser tamb\u00e9m um gesto cultural \u2014 e, em certa medida, pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Talvez seja isso que torne o fen\u00f4meno t\u00e3o fascinante: a modernidade chinesa n\u00e3o se afirma apagando o passado, mas costurando-o ao presente. No corpo, no cotidiano e na rua, tradi\u00e7\u00e3o e futuro seguem \u2014 literalmente \u2014 vestindo a mesma roupa.<\/p>\n<p><i>* Iara Vidal \u00e9 pesquisadora independente dedicada ao estudo das interse\u00e7\u00f5es entre moda, pol\u00edtica e cultura. Jornalista brasileira radicada em Beijing, trabalha como editora na CGTN em Portugu\u00eas, emissora do Grupo de M\u00eddia da China (CMG, na sigla em ingl\u00eas).<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Iara Vidal * Juventude transforma tradi\u00e7\u00e3o em estilo de vida \u2014 e isso diz muito sobre identidade, cultura e mercado. 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