Ex-primeiro-ministro da Jordânia concede entrevista exclusiva ao CMG

Recentemente, o ex-primeiro-ministro da Jordânia, Omar AL-Razzaz, concedeu entrevista exclusiva ao Grupo de Mídia da China (CMG).

Omar AL-Razzaz já visitou muitas vezes a China. Durante viagens por várias cidades chinesas, como Beijing, Chengdu, Chongqing e Xi’an, o que impressionou mais o ex-primeiro-ministro da Jordânia foi a integração perfeita de modernidade e profundidade cultural.

Omar AL-Razzaz afirmou que essas cidades estão avançadas nos setores de pesquisa aplicada, manufatura e serviços, ao mesmo tempo que mantêm belas paisagens urbanas e respeito mútuo entre as pessoas. “Nesses locais, não é necessário fazer uma opção entre a modernidade e a tradição. A gente pode alcançar a prosperidade, o desenvolvimento e os avanços inovadores ao mesmo tempo em que preserva o seu próprio conceito de valores essenciais e a cultura tradicional”, contrastou.

No âmbito global, o desenvolvimento urbano demonstra um contraste flagrante: cidades bem modernas ou as ainda muito pobres, como se fossem áreas rurais. O ex-primeiro-ministro expressou a admiração pelo desenvolvimento integral da China, que impulsiona simultaneamente a transmissão cultural, inovação tecnológica e inteligência artificial (IA).

Omar AL-Razzaz também está muito interessado no modelo de governança das comunidades adotado na China. Ao falar sobre a plataforma de atendimento aos cidadãos de Beijing, chamada Linha Direta 12345, ele afirmou que existe hoje um fenômeno comum no mundo, tanto nas nações do Ocidente como nos países em desenvolvimento. A população, destacou ele, tem o consenso comum de que o governo atende de forma insuficiente à demanda dos cidadãos, principalmente nas áreas relacionadas ao bem-estar do povo, como serviços públicos e melhoria da qualidade de vida.

Omar AL-Razzaz disse ainda que muitos países têm linhas semelhantes que servem ao público, mas a maioria delas atende a casos emergentes, como o sistema de chamadas 911. Para o ex-primeiro-ministro, a linha de atendimento 12345 da China tem uma cobertura ampla de serviços. Os cidadãos podem acionar o serviço quando enfrentam qualquer tipo de problemas cotidianos. Além disso, essa plataforma é capaz de reunir, analisar e classificar todos os dados de chamadas de solicitantes, para embasar a tomada das decisões do governo. Após a prestação de serviços, os departamentos envolvidos devem fazer de forma positiva pesquisas sobre feedback dos cidadãos em relação à qualidade dos trabalhos prestados. Os dados sobre os níveis de satisfação da população vão conscientizar os funcionários públicos sobre suas responsabilidades para servir efetivamente às necessidades do povo.

Ao falar do cenário de aplicação digital da China, Omar AL-Razzaz observou que a humanidade está entrando em uma nova era marcada pela inteligência artificial, robótica e tecnologia digital. Essas inovações trazem, sem dúvida, uma influência profunda no cotidiano das pessoas. O ex-primeiro-ministro disse que o ser humano tem que aproveitar plenamente e adequadamente as novas tecnologias e que a China está avançando rumo a essa direção.

Para Omar AL-Razzaz, qualquer tecnologia pode ser uma espada de duplo fio, que traz tanto benefícios como prejuízos à humanidade. Diante disso, a solução não é pôr no fim o progresso tecnológico, mas seguir os passos de desenvolvimento de tecnologias, identificar os seus limites e tomar as medidas efetivas.

O ex-primeiro-ministro considera que a China é um dos países que lideram a governança global de IA. Em julho de 2026, o presidente chinês, Xi Jinping proferiu “discurso admirável e profundamente significativo”, apontando que “o desenvolvimento da IA não deve ser um ato solitário de um único país, mas uma sinfonia de cooperação global”. Para Omar AL-Razzaz, a China espera que os países avancem de mãos dadas para defender os interesses e a dignidade da humanidade e impulsionar a prosperidade e o desenvolvimento.

Ao mencionar a visita recente do rei do Reino Hachemita da Jordânia, Abdullah II ibn Al Hussein, à China, o ex-primeiro-ministro afirmou que, no ano que vem, os dois países vão celebrar 50 anos de estabelecimento das relações diplomáticas. Na última década, os dois lados obtiveram grandes progressos no comércio, nos  investimentos bilaterais e na cooperação de diversas áreas, tanto na parceria estratégica e econômica como na colaboração política.

A China e a Jordânia têm se empenhado na manutenção da paz regional e se esforçam para impulsionar a coexistência pacífica entre Israel e nações árabes. Para ele, esta não é a paz vazia, mas a paz duradoura que garante a construção do lar da população da Palestina na sua própria terra. Omar AL-Razzaz também relembrou as quatro iniciativas globais propostas por Xi Jinping. Por meio dessas iniciativas, o líder chinês transmite ao mundo uma mensagem de que a desordem da comunidade internacional não beneficia nenhuma parte, especialmente com uma visão a longo prazo. Como membros da comunidade internacional, os países devem se esforçar juntos para construir um sistema de governança, defender e consolidar o papel central desempenhado pela ONU.

Ao avaliar a cooperação bilateral, Omar AL-Razza realçou o grande potencial da parceria entre os dois países no setor energético, especialmente nas áreas de energia verde, gestão de recursos naturais e manufatura avançada. Ele disse que a Jordânia é um país com escassez de energia convencional, como gás natural e petróleo. Considerando diversos fatores, tanto a proteção ambiental como o custo, é razoável que o país siga o caminho de transição para a indústria de carros elétricos. E a China está mantendo uma posição de liderança global na bateria e nos veículos da categoria. Portanto, é absolutamente esperado que os dois países realizem cooperação nessa área, projetou ele.

Atualmente, a Jordânia já conta com o sistema completo de ensino do idioma chinês, desde o curso de licenciatura até a pós-graduação. Diante dessa situação, Omar AL-Razza considera que a aprendizagem de idiomas é um dos aspectos que refletem o respeito mútuo entre os países. Ele expressou sua admiração a diplomatas chineses por conversarem de forma fluente e autêntica com o idioma árabe na Jordânia. Para o ex-primeiro-ministro, essa condição reflete o respeito ao seu país.

“Igualmente, quando os professores das universidades da Jordânia dão aulas de chinês aos seus alunos, isso também representa o reconhecimento e o respeito à cultura chinesa. Por isso, temos que reforçar o intercâmbio cultural e aumentar a compreensão mútua”, acrescentou Omar AL-Razza.

CRI Português

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