A terceira edição do Fórum de Desenvolvimento China-América Latina e Caribe foi aberta nesta terça-feira (18), em Zhengzhou, capital da província de Henan, com a presença de representantes de 25 países latino-americanos e caribenhos, autoridades de organizações internacionais, além de especialistas e acadêmicos chineses e estrangeiros. Durante o evento, as duas partes discutiram temas como capacitação digital, redução precisa da pobreza, resposta ao envelhecimento populacional e crescimento inclusivo.
Na cerimônia de abertura, o representante especial do governo chinês para assuntos latino-americanos, Qiu Xiaoqi, ressaltou que a China sempre avalia e desenvolve as relações China–América Latina e Caribe sob uma perspectiva estratégica e de longo prazo. Segundo ele, a China defende que o status da América Latina e do Caribe como uma zona de paz não deve ser abalado, que o caminho de desenvolvimento e revitalização dos países não deve ser interrompido e que seu direito de escolher de forma independente os parceiros de cooperação não deve sofrer interferências.
Nos últimos anos, a construção da comunidade China–América Latina e Caribe com futuro compartilhado tem registrado avanços contínuos. Em 2025, o comércio bilateral atingiu US$ 549 bilhões, um recorde histórico. A China e vários países da região assinaram mais de 20 acordos de exportação de produtos agroalimentares ao mercado chinês. Além disso, a China implementou uma política de isenção de visto para cinco países da região: Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai e, junto com a Argentina, passou a operar a rota aérea direta mais longa do mundo, facilitando o intercâmbio entre os povos de ambas as partes.
O secretário permanente do Sistema Econômico Latino-Americano e do Caribe (SELA), Lesly David, declarou que as relações China–América Latina já se tornaram um importante componente estratégico da participação da região nos assuntos internacionais. Ele afirmou esperar aprender com a experiência de desenvolvimento da China em áreas como novas energias, finanças e logística, a fim de promover uma cooperação sustentável mutuamente benéfica.
