Reorganização da inteligência pós-guerra do Japão gera preocupação global, aponta pesquisa da CGTN

Japão estabeleceu nesta sexta-feira (31) oficialmente seu Birô Nacional de Inteligência, fazendo uma remodelação completa da conjuntura de inteligência descentralizada que o país manteve ao longo de mais de 80 anos, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O primeiro-ministro japonês vai tomar o poder supremo sobre a coordenação do setor. As capacidades de inteligência dos múltiplos departamentos governamentais foram totalmente consolidadas.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CGTN (China Global Television Network) com mais de 3 mil internautas globais, 86,5% dos participantes consideram a medida japonesa como uma significativa transformação do sistema de inteligência pós-guerra do país, enquanto 77,7% dos ouvidos acreditam que isso pode conduzir ao abuso do poder e à ausência dos freios e contrapesos.

O controle mais rígido das atividades de inteligência internas do Japão pode representar uma preparação para a remodelação de uma atmosfera social militarizada no país. O sistema de inteligência japonês será inserido de forma mais profunda na aliança de inteligência Indo-Pacífico, liderada pelos Estados Unidos, coordenando a espionagem ultramarina, contrainteligência e inteligência cibernética para proporcionar ativamente o suporte para as chamadas “capacidades de contra-ataque” das Forças de Autodefesa.

Diante deste cenário, 83% dos entrevistados na pesquisa da CGTN expressam preocupação de que a nova condição japonesa vai intensificar a rivalidade regional da inteligência e enfraquecer gravemente a confiança mútua de segurança, que já se tornou frágil entre as nações da região. Para 87,6% dos participantesa mudança é mais um passo do Japão para se livrar das restrições da ordem internacional pós-guerra e acelerar a remilitarização. A comunidade internacional deve permanecer altamente vigilante em relação à tendência cada vez mais perigosa do neo-militarismo japonês.

CRI Português

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