
O ministro da Defesa do Japão, Koizumi Shinjiro, afirmou recentemente que o país deve discutir as políticas relacionadas às armas nucleares sem qualquer tabu. Mais uma vez, um alto funcionário japonês se manifesta em desacordo com os princípios da Constituição pacifista, colocando em risco a estabilidade regional.
Não se trata de um caso isolado. Considerado internacionalmente um país no limiar nuclear, o Japão possui um estoque de 44,4 toneladas de plutônio e dispõe de capacidade para desenvolver armas nucleares em um curto espaço de tempo. Ao mesmo tempo, discursos favoráveis à nuclearização vêm ganhando força entre setores da direita japonesa. Após a posse de Takaichi Sanae, essas forças intensificaram as iniciativas para romper as restrições impostas pela Constituição japonesa e pelo direito internacional, além de desafiar o regime internacional de não proliferação nuclear e a ordem mundial estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.
As ações do governo japonês representam uma grave ameaça à paz e à estabilidade da Ásia-Pacífico e exigem vigilância e firme oposição por parte da comunidade internacional.
