Propostas chinesas nortearão a governança global da IA

A Conferência Mundial de Inteligência Artificial 2026 foi inaugurada no dia 17, em Shanghai. O presidente chinês, Xi Jinping, participou do evento e fez o discurso temático intitulado “Construir em conjunto um sistema global de governança da inteligência artificial justa e razoável”.

Segundo o líder chinês, a humanidade precisa enfrentar várias questões do nosso tempo: como conviver com máquinas que começam a pensar? Como garantir a segurança quando os algoritmos participam da tomada de decisões? Como aperfeiçoar a governança quando a tecnologia desafia a ética? Como garantir que os benefícios sejam compartilhados de forma inclusiva diante do aumento das desigualdades?

Diante desses desafios, Xi Jinping apresentou quatro propostas: persistir na abertura e no benefício mútuo para impulsionar o desenvolvimento inovador;  reforçar a consciência sobre os riscos para garantir que a IA seja segura e controlável; incentivar a inclusão e a convivência para promover a aprendizagem mútua entre civilizações, e fortalecer o espírito de cooperação para aperfeiçoar a governança global.

Analistas apontam que essas quatro propostas detalham de forma ampla e sistêmica as visões e os posicionamentos da China sobre a governança global da inteligência artificial, a partir de quatro eixos: desenvolvimento, segurança, civilização e governança. Elas transmitem claramente os valores centrais de uma abordagem centrada nas pessoas e na evolução da IA para o bem, e nortearão fortemente a governança mundial da IA.

Apenas a abertura e o ganho mútuo conseguem dinamizar a capacidade inovadora e fazer com que a inteligência artificial impulsione todos os setores econômicos. Atualmente, o volume dos setores centrais da economia inteligente da China ultrapassa um trilhão de yuans. A China mantém uma postura de código aberto, abertura, cooperação e compartilhamento de benefícios. Os downloads acumulados de grandes modelos de código aberto desenvolvidos no país já superam os 10 bilhões, ocupando a primeira posição no ranking global.

Ao mesmo tempo, a China impulsiona ativamente a governança internacional da IA e a cooperação transnacional. Desde a proposta de criação da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO) no ano passado até a assinatura do acordo de instituição da entidade neste ano, a China entregou mais um importante bem público global à comunidade internacional. Sendo a primeira organização internacional intergovernamental voltada exclusivamente para a inteligência artificial no planeta, a WAICO auxiliará os países a alinhar suas demandas de desenvolvimento, harmonizar normas e padrões e aprofundar a cooperação prática, constituindo um marco fundamental na trajetória evolutiva da IA.

 

CRI Português

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