“O discurso do presidente Xi Jinping sobre IA me impressionou profundamente”, diz laureado do Prêmio Nobel de Química, Omar Yaghi

A Conferência Mundial de IA 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre a Governança Global da IA foram inauguradas nesta sexta-feira (17) em Shanghai. Na ocasião, o Grupo de Mídia da China (CMG) entrevistou Omar Yaghi, laureado do Prêmio Nobel de Química e professor catedrático da Universidade Tsinghua, na China.

CMG: Professor, você participou da cerimônia de abertura da Conferência Mundial de IA e do fórum principal. Quais foram suas impressões sobre o discurso do presidente Xi Jinping?

Yaghi: Inspirador e motivador. Ouvi com muita atenção o discurso do presidente Xi Jinping. Seu conteúdo detalhado e planejamento abrangente me impressionaram profundamente. O que mais me tocou foi a visão do presidente Xi sobre a inteligência artificial e seu desenvolvimento como um empreendimento global que beneficia o mundo, e a proposta de que o desenvolvimento da inteligência artificial não deve ser um esforço isolado de um único país.

Concordo plenamente com o conceito de código aberto, que traz grandes benefícios para muitos pesquisadores, inclusive para mim. Espero também que mais países sigam esse exemplo. Acho que o discurso do presidente Xi foi brilhante e inspirador. Foi uma honra poder ouvi-lo pessoalmente.

CMG: Na sua opinião, a inteligência artificial também irá redefinir outras áreas da pesquisa científica básica?

Yaghi: A resposta é sim. A inteligência artificial não só auxiliará na pesquisa científica e acelerará o processo de pesquisa, como também nos ajudará a identificar quais materiais têm desempenho superior e custos mais baixos, contribuindo, em última análise, para um desenvolvimento mais verde e sustentável.

E, uma vez alcançado isso, a inteligência artificial levantará novas questõesas quais nunca havíamos considerado antes. A essência da pesquisa científica reside em fazer perguntas; tudo gira em torno de encontrar as questões mais relevantes a serem exploradas.

CMG: Professor, depois de ganhar o Prêmio Nobel, começar do zero em uma instituição completamente nova (Universidade Tsinghua) deve ter sido uma decisão importante para você, tanto pessoalmente quanto para sua carreira acadêmica. O que o motivou a tomar essa decisão?

Yaghi: Essa decisão não se baseou em um único motivo. Durante meus estudos nos Estados Unidos, meus orientadores e meu pai me ensinaram a romper com as convenções e a experimentar coisas novas para que eu pudesse aprender mais.

E que melhor maneira de aprender do que mergulhar em uma cultura completamente diferente? Aqui, posso vivenciar diferentes formas de pensar, compreender a abordagem chinesa para a resolução de problemas e continuar cultivando minha paixão pela química.

Ao longo dos meus anos nos Estados Unidos, meu laboratório recebeu estudantes de 15 países diferentes. Quase desde o primeiro dia em que montei meu laboratório, estudantes chineses têm trabalhado comigo em pesquisas. Sinceramente, eles sempre me inspiraram. Mesmo quando os experimentos não davam certo, eles mantinham o entusiasmo pela pesquisa, continuando com experimentos intensivos, refletindo e aprendendo. No final, esses esforços levaram a descobertas significativas.

Portanto, para mim, este lugar oferece condições excelentes. O campo da pesquisa molecular me desafia a inovar sempre, buscar a excelência e nunca desistir, e a Universidade Tsinghua possui talentos de ponta que podem me apoiar na conquista dos meus objetivos com mais rapidez.

CRI Português

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