Transição energética chinesa vista por jornalistas brasileiros numa usina de Hebei

À medida que a transição energética global avança, fontes renováveis como a energia eólica e a solar crescem rapidamente em diversas partes do mundo. Para muitas pessoas, isso significa que as usinas termoelétricas sairão do palco da história. No entanto, em Hebei, no norte da China, uma grande usina de geração de energia apresentou uma solução diferente.

Recentemente, participantes da “Viagem de Jornalistas Brasileiros à China 2026” visitaram a Xibaipo Power Generation Co., Ltd. (Companhia de Geração de Energia Xibaipo), localizada no distrito de Pingshan, na província de Hebei, para conhecer de perto como a China promove a transformação verde e de baixo carbono e busca uma integração mais eficiente entre energias renováveis e convencionais.

Durante a visita, as unidades de geração, o centro inteligente de controle operacional e os modernos sistemas de proteção ambiental chamaram a atenção dos profissionais brasileiros.

Segundo os responsáveis pela usina, o papel da energia termoelétrica está mudando: antes destinada a gerar energia continuamente, hoje, assume funções de regulação, reserva operacional e garantia da estabilidade da rede elétrica, para apoiar a integração em larga escala de energias renováveis.

 

Nos últimos anos, o país tem promovido amplos programas de modernização das usinas a carvão, incluindo melhorias na eficiência energética, redução de emissões e aumento da flexibilidade operacional. Na Usina de Xibaipo, os jornalistas conheceram iniciativas como sistemas inteligentes de gestão, tecnologias de economia de energia e projetos de ultra-baixa emissão.

Para muitos países em desenvolvimento, a demanda por energia continua crescendo. Nesse contexto, garantir o fornecimento seguro e estável de eletricidade enquanto se avança na descarbonização da economia tornou-se um desafio comum.

A transformação da usina de Xibaipo apresenta a solução chinesa: expandindo rapidamente as energias renováveis, como a solar e a eólica, e, ao mesmo tempo, modernizando as fontes tradicionais por meio da inovação tecnológica, de forma a promover uma sinergia equilibrada e eficiente entre diferentes matrizes energéticas.

Para Roberta Reis Scherer, repórter do Grupo Bandeirantes de Comunicação do Brasil, a visita à Usina Xibaipo revelou um caminho de uma abordagem pragmática e técnica altamente relevante para países em desenvolvimento que enfrentam desafios semelhantes de transição. Ela disse: “Eu avalio de forma muito positiva e vejo com bons olhos esse esforço da China para fazer com que uma tecnologia que já está incorporada seja mais verde e eficiente, reduzindo os poluentes. Afinal, não se pode destruir tudo de uma hora para outra. Essa iniciativa de modernizar o que já existe para poluirmos menos, ao mesno tempo em que novas energias renováveis são desenvolvidas, é uma atitude louvável e de extrema importância.”

CRI Português

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