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Novas artimanhas da direita japonesa escondem múltiplas intenções maliciosas

Segundo revelações recentes da imprensa, as forças de direita do Japão vêm fornecendo continuamente aos principais modelos internacionais de inteligência artificial dados históricos adulterados sobre a Segunda Guerra Mundial. Em consequência, alguns desses modelos produzem respostas com visões claramente distorcidas da história, por exemplo, chamando o Incidente de 7 de julho de “conflito militar sino-japonês”, reduzindo o Massacre de Nanjing à “Queda de Nanjing” e retratando a invasão japonesa do Sudeste Asiático como uma “preocupação com os recursos do Sul”.

Da adulteração dos livros didáticos de história à fabricação de vídeos falsos com inteligência artificial (IA), passando pelo “envenenamento” de dados, as forças de direita japonesas vêm criando novas formas de tentar branquear a história da agressão japonesa. As múltiplas intenções maliciosas por trás dessas práticas exigem alto grau de vigilância da comunidade internacional.

Este ano marca o 80º aniversário da abertura dos Julgamentos de Tóquio. Com uma vasta quantidade de provas irrefutáveis e uma rigorosa fundamentação jurídica, esses julgamentos determinaram que o militarismo japonês lançou uma guerra de agressão e violou gravemente o direito internacional, preservando os resultados da vitória na Guerra Mundial Antifascista, assim como a equidade e a justiça internacionais. Contudo, por razões históricas, o militarismo japonês não foi completamente extirpado. As forças de direita do Japão vêm promovendo há muito tempo o revisionismo histórico, negando abertamente as conclusões históricas dos Julgamentos de Tóquio e tentando se eximir da responsabilidade pela agressão.

Nos últimos anos, com o avanço da tecnologia de IA, as forças de direita japonesas passaram a usar essa tecnologia para branquear sistematicamente a história da agressão. Segundo o jornal japonês Asahi Shimbun, grupos direitistas recrutam pessoas mediante pagamento em plataformas de crowdsourcing e utilizam a IA generativa para produzir conteúdos falsos em larga escala. Essa cadeia clandestina opera com preços definidos: um vídeo falso de IA de 30 segundos que adultera a história da invasão da China é cotado em 5.000 ienes; para conteúdos negativos sobre a China, a recompensa chega a 1.000 ienes por mil visualizações, com bônus adicionais quando as visualizações atingem determinadas metas.

Além disso, o governo japonês gastou 4,4 bilhões de ienes no desenvolvimento de um grande modelo de IA generativa voltado a servidores públicos, chamado “Gennai”. Vale destacar que o conjunto de dados utilizado por esse grande modelo passa a ser coletado somente a partir de maio de 1947, exatamente quando entrou em vigor a “Constituição da Paz” do Japão. Isso, na prática, deixa de fora arquivos anteriores a esse período, incluindo documentos relacionados à guerra de agressão contra a China, ao domínio colonial e ao instrumento de rendição do Japão, o que, em essência, representa um avanço do revisionismo histórico.

Observa-se que, nas narrativas difundidas pelas forças de direita do Japão, a China e outros países são reiteradamente retratados como “ameaça à segurança”, o Japão é apresentado como “vítima” e a expansão militar é descrita como uma forma de “proteger a paz e a segurança”. As forças direitistas japonesas tentam inverter os fatos por meio da opinião pública, a fim de eliminar obstáculos para romper com as limitações impostas ao Japão pelo sistema do pós-guerra, aumentar o orçamento de defesa e desenvolver capacidades de ataque de longo alcance.

Recentemente, a imprensa japonesa revelou os pontos principais do projeto do “Plano de Reforço das Capacidades de Defesa”, que ainda está em elaboração. Segundo o documento, o total dos gastos da defesa do Japão deverá chegar a entre 70 trilhões e 80 trilhões de ienes nos próximos cinco anos, quase o dobro do montante previsto no atual plano quinquenal do país. Além disso, o governo japonês defende a revisão, até o final do ano, dos “três documentos de segurança” e avalia incluir a possibilidade de as Forças de Autodefesa adotarem submarinos de propulsão nuclear. Não é difícil perceber que o “envenenamento” de dados praticado pelas forças de direita do Japão e a acelerada “remilitarização” do governo japonês se reforçam mutuamente, impulsionando ainda mais o “novo militarismo” e favorecendo sua consolidação como ameaça.

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