O presidente da China, Xi Jinping, publicou nesta terça–feira (1º) um artigo assinado intitulado Celebrando 70 Anos de Solidariedade: China e Egito Embarcam numa Nova Jornada nos jornais Al‑Ahram, Al‑Akhbar e Al‑Gomhuria, antes de sua chegada ao Egito para uma visita de Estado.
No texto, Xi Jinping disse que, a convite do presidente egípcio, Abdel Fattah El-Sisi, realizará uma visita de Estado ao Egito e que, como presidente da República Popular da China, pisará pela segunda vez nesta terra banhada pelo Nilo. Como diz um provérbio egípcio: “Quem bebe das águas do Nilo está destinado a voltar”.
O presidente chinês também citou um provérbio chinês: “Uma parceria construída sobre os princípios certos supera a distância”. Dotadas de civilizações milenares, China e Egito legaram à humanidade um patrimônio intelectual inestimável e uma rica herança cultural. Os rios Yangtzé e Amarelo deram origem à civilização chinesa, enquanto o Nilo foi o berço da antiga civilização egípcia.
Com porcelanas e sedas navegando pelos mares e atravessando desertos, a grande distância geográfica nunca impediu que as duas civilizações se admirassem mutuamente, e os intercâmbios amistosos ao longo da milenar Rota da Seda nunca cessaram. Sedas, porcelanas chinesas, além de técnicas de fabricação de papel, fundição e metalurgia, seguiram rumo ao oeste, ao passo que especiarias, artigos de vidro e conhecimentos sobre calendários egípcios percorreram milhares de quilômetros em direção ao leste. Os artefatos chineses desenterrados em Fostat comprovam os estreitos laços e a profunda amizade que unem os dois povos desde a antiguidade.
Há setenta anos, China e Egito estabeleceram relações diplomáticas, marcando o início da cooperação amistosa da República Popular da China com os países árabes e africanos. Ao longo dessas sete décadas, o relacionamento sino-egípcio enfrentou ventos e chuvas e resistiu às mudanças no cenário internacional. Manteve–se no rumo certo, permaneceu sólida e conservou um forte impulso. A relação bilateral constitui um excelente exemplo da cooperação da China com os países árabes e com a África em geral, bem como da amizade, a solidariedade e colaboração entre os países em desenvolvimento.
No artigo, Xi Jinping classificou China e Egito como irmãos próximos, parceiros confiáveis e amigos sinceros, além de exemplos de intercâmbio e aprendizagem mútua.
Ao final, o líder chinês afirmou que, ao longo dos últimos 70 anos, China e Egito têm se apoiado mutuamente nos bons e nos maus momentos. Segundo Xi, a China está disposta a trabalhar com o Egito para preservar a aspiração comum dos dois países, consolidar as conquistas alcançadas no passado, continuar apoiando-se mutuamente e avançar rumo à prosperidade e à revitalização, construindo um futuro melhor tanto para o desenvolvimento de cada país quanto para as relações bilaterais.
