O Gabinete de Informação do governo popular da Região Autônoma de Xizang realizou neste domingo (30) uma conferência de imprensa para apresentar detalhes do resgate do deslizamento que atingiu em 26 de agosto o porto de Gyirong, na fronteira da China com o Nepal.
Conforme Gama Cedain, comandante-em-chefe do Centro de Comando de Resgate de Emergência e presidente do governo popular da Região Autônoma de Xizang, o deslizamento de terra no lado nepalês causou um número significativo de vítimas e desaparecidos no porto de Gyirong. Até as 18h deste sábado (29), 16 mortos foram confirmados e outras 546 pessoas continuam desaparecidas.
Os participantes observaram um minuto de silêncio em memória das vítimas do desastre.

A autoridade explicou que o governo local acionou na hora o nível máximo de resposta a emergências para desastres naturais na região autônoma, bem como o nível máximo de resposta a emergências para auxílio em desastres.
O Ministério das Finanças e o Ministério da Gestão de Emergências da China destinaram 120 milhões de yuans, e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma alocou 100 milhões de yuans para apoiar os esforços de resgate.
Já foram mobilizadas 2.141 pessoas do Exército de Libertação Popular, da Polícia Armada, da Equipe de Bombeiros e Resgate da China, das forças de defesa de fronteira e segurança pública e do Grupo Anneng, juntamente com 269 veículos de resgate e 3.922 conjuntos de equipamentos de resgate, para chegar à área afetada por meios terrestre, aéreo e fluvial.
Um total de 499 pessoas de cinco aldeias nas áreas de alto risco dos condados de Gyirong e de Saleh foram realocadas e reassentadas, além da transferência de 555 turistas domésticos. Até agora, 261 estrangeiros foram identificados como desaparecidos, enquanto outros turistas estrangeiros retidos em Xizang foram reassentados. Atualmente, não há turistas estrangeiros fretidos no condado de Gyirong.
