Na noite de domingo (23), o Aeroporto Internacional de Ejin Horo, em Ordos, na Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, foi palco de um momento emocionante. O estadunidense Ronald Sikorski (conhecido na China como Saikaosi), que viajou de longe, e a heroína chinesa do combate à desertificação, Yin Yuzhen, se abraçaram emocionados, com lágrimas nos olhos. Esse reencontro, que atravessou mais de 20 anos, viralizou rapidamente na internet.
Em 1999, o professor estadunidense Saikaosi, que lecionava na China, ficou comovido com a história de Yin Yuzhen, que dedicou sua vida ao combate à desertificação e ao plantio de árvores no deserto de Mu Us, e arrecadou US$ 5 mil para apoiar o seu trabalho de reflorestamento. Hoje, as mudas compradas com essa doação se transformaram em mais de 50 mil árvores.
Em maio deste ano, Yin Yuzhen lançou, por meio de um vídeo que se espalhou pela internet, uma busca para reencontrar esse amigo estadunidense com quem havia perdido contato há muitos anos. Finalmente, ela conseguiu localizá-lo. Essa amizade que atravessa o Pacífico tornou-se um exemplo concreto da amizade entre os povos da China e dos Estados Unidos.
As relações entre países, em última análise, são construídas pelas relações entre pessoas. Embora China e EUA tenham histórias, culturas, sistemas sociais e caminhos de desenvolvimento diferentes, a amizade entre seus povos funciona como um elo resistente, ajudando as relações bilaterais a atravessar momentos difíceis e seguir em adiante.
Hoje, os intercâmbios amistosos entre os povos dos dois países continuam se fortalecendo. No início de 2025, um grande número de internautas estadunidenses ingressou no Xiaohongshu (plataforma de rede social chinesa), criando uma intensa troca com usuários chineses. Em maio deste ano, a iniciativa de “convidar 50 mil jovens estadunidenses para visitar a China e participar de intercâmbios e estudos em 5 anos” atingiu sua meta dois anos e meio antes do previsto.
Nas redes sociais internacionais, termos como “China Travel”, “tornar-se chinês” e “extrema profundamente chinesa” aparecem frequentemente no topo das tendências. O CEO da Tesla, Elon Musk, recomendou várias vezes aos estadunidenses conheçam a China, e sua mãe, Maye Musk, visitou o país duas vezes em menos de cinco meses.
Os fatos comprovam mais uma vez que os intercâmbios culturais e os contatos entre os povos sempre foram uma fonte de vitalidade das relações sino-americanas. Uma pesquisa divulgada em abril deste ano pelo Pew Research Center, dos EUA, mostrou que o número de estadunidenses com uma visão positiva da China “quase dobrou” nos últimos três anos. Um relatório publicado em agosto pelo Chicago Council on Global Affairs revelou que 59% da Geração Z e 58% dos Millennials (Geração Y) são favoráveis a uma aproximação amistosa com a China.
Na segunda-feira (24), Saikaosi e Yin Yuzhen voltaram juntos ao deserto de Mu Us e plantaram três árvores perenes que simbolizam a amizade. O que eles plantaram não foram apenas árvores, mas uma amizade que ultrapassa fronteiras e o tempo.
Em maio deste ano, os chefes de Estado da China e dos EUA se reuniram em Beijing e definiram um novo posicionamento para a construção de uma “relação construtiva e de estabilidade estratégica” entre os dois países, estabelecendo diretrizes estratégicas para os laços bilaterais nos próximos três anos e para além desse período.
