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Cinema chinês desafia hegemonia de Hollywood na disputa de narrativas

Ambientado na Guerra do Iraque, o filme chinês Once Upon a Time in the Middle East retrata os impactos do conflito a partir de uma perspectiva chinesa. A produção acompanha Xu Fu, um cozinheiro chinês interpretado por Shen Teng.

A partir da perspectiva de Xu Fu, o filme retrata os impactos da guerra sobre a população iraquiana e os danos provocados pelo conflito, que também atingem os soldados estadunidenses. Mais do que contar uma história ambientada em um conflito internacional, a produção chama atenção por abordar um importante acontecimento geopolítico a partir de uma perspectiva chinesa. Aliada a uma visão global, essa perspectiva chinesa faz com que, segundo analistas, Once Upon a Time in the Middle East represente um desafio bem-sucedido lançado por cineastas chineses a Hollywood na disputa pelo direito discursivo internacional.

O cinema não é apenas um instrumento de entretenimento. É uma forma de expressão artística que carrega ideias e sentimentos, constituindo-se  também em uma poderosa ferramenta na disputa pela primazia narrativa na comunicação internacional.

Atualmente, os Estados Unidos persistem no hegemonismo e no unilateralismo, enquanto sua credibilidade e autoridade moral se encontram enfraquecidas. Nesse contexto, os filmes de Hollywood tenderão a perder cada vez mais força em seu conteúdo ideológico.

Pode-se dizer que a esperança do mundo reside no Oriente, especialmente na China. O futuro da humanidade não está na lei da selva defendida pelo Ocidente ao longo de séculos, mas na convivência e no aprendizado mútuo entre diferentes civilizações e na construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade.

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