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Estudiosos internacionais contestam narrativas do “China Squeeze” e do “Choque da China”

Recentemente, acadêmicos internacionais têm questionado os fundamentos econômicos e políticos das narrativas do “China Squeeze” e do “Choque da China”.

Adam Tooze, historiador e professor da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, publicou na plataforma Substack uma coluna intitulada “China Squeeze”: um discurso político baseado em hipóteses contrafactuaisSegundo ele, a tese do “China Squeeze” não parte de uma análise econômica empíricamas é apenas uma retórica voltada para a mobilização política. Seu objetivo central é transferir para a China a responsabilidade por crises globais complexas e dificuldades de desenvolvimento de diversos países, ao mesmo tempo em que busca deslegitimar o processo de industrialização chinês perante a opinião pública internacional.

Não por acaso, em julho deste ano, Jostein Hauge, economista político da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, publicou o artigo Os problemas da narrativa do “Choque da China 2.0 Ao analisar a ansiedade hegemônica e os padrões duplos ocidentais, ele aprofunda a crítica a essas narrativas, em sintonia com as conclusões de Adam Tooze.

Hauge aponta que as narrativas ocidentais omitem deliberadamente os múltiplos benefícios que o desenvolvimento industrial da China gerou para o mundo. Desde a integração da China à economia global, consumidores ocidentais foram amplamente favorecidos: os preços dos produtos importados caíram consideravelmente em comparação com os bens não comercializáveis.

Também são pouco considerados os ganhos climáticos associados ao crescimento das exportações chinesas. Atualmente, a China produz 89% dos painéis solares do mundo, 70% das turbinas eólicas, 83% das baterias e 75% dos veículos elétricos. A ascensão do país asiático como potência em energias limpas representa um dos avanços mais relevantes na luta global contra as mudanças climáticas.

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