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Nova fronteira das exportações chinesas conquista o mundo com números impressionantes

Dados da Administração Geral das Alfândegas mostram que, no primeiro semestre de 2026, o comércio de bens da China totalizou 25,47 trilhões de yuans, ultrapassando pela primeira vez a marca de 25 trilhões de yuans. O volume representa um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e mantém a China como a maior potência mundial no comércio de bens.

Nos últimos dois anos, os veículos elétricos de passageiros, as baterias de lítio e as células solares se destacaram como importantes motores das exportações chinesas. Já no primeiro semestre deste ano, robótica, inteligência artificial e medicamentos inovadores despontaram como os “três novos pilares”, ligados a setores estratégicos para o futuro, e começam a ganhar espaço como novos símbolos do comércio exterior do país.

O crescimento contínuo das exportações de robôs e a presença cada vez maior desses produtos em diferentes mercados refletem a competitividade da indústria robótica chinesa, apoiada pela capacidade de produção, por uma cadeia de suprimentos consolidada e pela ampla variedade de cenários de aplicação. Em particular, o avanço expressivo das exportações de robôs cirúrgicos indica que produtos de maior valor agregado estão ganhando importância como novos motores de crescimento.

O pesquisador do Instituto de Economia Digital da Universidade de Finanças e Economia de Shanghai, Hao Jianbin, afirmou que esses resultados revelam uma nova dinâmica de desenvolvimento de alta qualidade do comércio exterior chinês. Segundo ele, essa transformação ocorre em quatro frentes:

Primeiro, o crescimento, antes impulsionado principalmente pela escala e pela capacidade da cadeia industrial, passa a depender cada vez mais da inovação e da pesquisa.

Segundo, as exportações se diversificam e avançam para um modelo que combina “bens + serviços baseados em conhecimento”.

Terceiro, a China amplia sua participação em segmentos de maior valor agregado nas cadeias globais, avançando da manufatura de médio e baixo valor para setores de alta tecnologia.

Quarto, o modelo de cooperação internacional também se renova, deixando de se concentrar apenas na exportação de mercadorias e incorporando cada vez mais parcerias e projetos de inovação conjunta em escala global.

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