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Como a China compra e vende para o mundo? Três dados ajudam a entender

No primeiro semestre deste ano, o valor total das importações e exportações de mercadorias da China superou, pela primeira vez, os 25 trilhões de yuans (cerca de US$ 3,69 trilhões), registrando alta de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado e mantendo crescimento por 17 meses consecutivos. Nas exportações, os produtos eletromecânicos  responderam por 60% do total, enquanto os setores de novas energias e de manufatura de alta tecnologia se destacaram entre os principais motores do crescimento.

Como a China movimenta seu comércio exterior pelo mundo? Três dados ajudam a entender.

Aproximadamente 95% das importações e exportações da China foram transportadas por via marítima.

De janeiro a junho, o Porto de Ningbo-Zhoushan continuou sendo o maior do mundo em movimentação de cargas, com aumento de 7,1% no volume de importações e exportações em comparação com o mesmo período de 2025.

Sendo um importante centro de exportação de veículos de novas energias, o Porto Sul de Shanghai registrou expansão de 74,7% nas exportações de automóveis, dos quais cerca de 70% eram veículos de novas energias.

Já em Shenzhen, o Porto de Yantian, que atende à crescente demanda logística do comércio eletrônico transfronteiriço, movimentou mais de 8,34 milhões de TEUs, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) continuou sendo o maior parceiro comercial da China. Ao mesmo tempo, as importações e exportações chinesas com a União Europeia, a América Latina e a África registraram crescimento de dois dígitos.

Entre janeiro e junho, o volume das importações da China ultrapassou, pela primeira vez, 10 trilhões de yuans no mesmo período histórico, com crescimento de 22,1%, ritmo 8,7 pontos percentuais superior ao das exportações.

O Expresso Ferroviário China-Europa já operou mais de 130 mil viagens, transportando mercadorias avaliadas em mais de US$ 520 bilhões e alcançando 236 cidades em 26 países europeus. Em comparação com o transporte intermodal marítimo e ferroviário, o Expresso Ferroviário China-Europa reduz os custos de frete entre 10% e 20% e encurta o tempo de transporte em 20 a 25 dias.

Por trás do crescimento do comércio exterior está também a transformação da indústria chinesa, que avança do “Made in China” para a “Manufatura Inteligente na China”. Dos tradicionais “três pilares”, vestuário, móveis e eletrodomésticos, aos “novos três pilares” de veículos de novas energias, baterias de lítio e produtos fotovoltaicos, e, mais recentemente, robótica, inteligência artificial e medicamentos inovadores, produtos de maior valor agregado vêm ganhando espaço nas exportações chinesas.

Em 2025, a China tornou-se exportadora líquida de robôs industriais. No primeiro semestre deste ano, as exportações desses equipamentos atingiram 6,29 bilhões de yuans, alta de 18,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 141 países e regiões.

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