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China expressa preocupação com propostas da UE sobre cibersegurança e investimentos

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (31), o Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) manifestou, em nome do setor empresarial chinês, preocupação com a proposta de revisão do Regulamento Cibersegurança da União Europeia e com a implementação da Lei de Aceleração Industrial da União Europeia (IAA, na sigla em inglês).

A proposta de revisão do Regulamento Cibersegurança estabelece medidas para lidar com riscos relacionados a “fornecedores de alto risco” nos 18 setores críticos da UE, incluindo telecomunicações, energia e transportes. Já a Lei de Aceleração Industrial prevê medidas relacionadas a investimentos estrangeiros na UE e à participação de empresas em licitações públicas.

O setor empresarial chinês manifestou preocupação com essas medidas, considerando que elas vão além do necessário para garantir a segurança e entram em conflito com as regras fundamentais da Organização Mundial do Comércio (OMC), compromissos assumidos no comércio internacional de serviços e normas de proteção aos investimentos.

O CCPIT pediu à União Europeia que, durante o processo legislativo, leve em consideração as opiniões da comunidade empresarial internacional e avalie com cautela os possíveis impactos das medidas sobre a cooperação econômica e comercial entre China e UE, o desenvolvimento industrial europeia e a estabilidade das cadeias globais de suprimentos. O conselho também defendeu a manutenção do princípio da neutralidade tecnológica e pediu a retirada ou revisão de disposições consideradas discriminatórias ou direcionadas a países específicos, de modo a proteger os investimentos já existentes e preservar as condições para a futura cooperação entre China e Europa.

 

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