A 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Busan, na Coreia do Sul, aprovou neste sábado (25) a inscrição do “Sítio de Cerâmica Manual de Jingdezhen” na Lista do Patrimônio Mundial. Assim, o número de patrimônios mundiais do país subiu para 61.
Trata-se da primeira candidatura chinesa na categoria de “patrimônio industrial”, preenchendo a lacuna de temas ligados à porcelana no registro mundial. Ao lado da seda e do chá, a cerâmica completa agora os três grandes vetores do comércio exterior antigo da China.
O sítio, no nordeste de Jiangxi, abrange 1.979 hectares de área central e 5.545,7 hectares de zona tampão. É composto por cinco partes: centro produtivo urbano, antigo forno de Hutian, mina de caulim de Gaoling, mina de petunse de Changling e área de combustível de Jiaotan. O conjunto documenta a evolução da tecnologia, arte e indústria da cerâmica chinesa entre os séculos X e XIX, testemunhando o papel de Jingdezhen como centro mundial de porcelana e sua influência no intercâmbio civilizacional global.
