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Entrevista exclusiva com Herzog, membro da Academia Nacional de Engenharia da Alemanha

Em 8 de julho de 2026, a conferência nacional de premiação de ciência e tecnologia da China foi realizada no Grande Palácio do Povo, em Beijing. O cientista alemão, Otto Heinrich Herzog, recebeu o Prêmio de Cooperação Internacional em Ciência e Tecnologia da China referente ao ano de 2025, a mais alta honraria científica concedida pela China a cientistas estrangeiros. Em entrevista exclusiva ao Grupo de Mídia da China (CMG), Herzog afirmou que esta experiência de premiação foi um momento muito especial em sua vida.

Herzog é um especialista alemão em inteligência artificial (IA). Em 1985, fundou o primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento em IA da Alemanha e liderou a primeira equipe alemã na área de inteligência artificial. Em 2014, ele foi convidado a vir para a China, onde se dedicou à inovação interdisciplinar entre IA e planejamento urbano. Herzog contribuiu de forma notável para a construção do sistema teórico de planejamento inteligente e para o intercâmbio e a cooperação entre a China e a Alemanha.

Há mais de uma década atuando na China, Herzog tem se envolvido intensamente no avanço da IA e no planejamento urbano do país. Segundo ele, a meta da construção chinesa é criar cidades inteligentes de nova geração — e o foco não está apenas na administração pública, mas sobretudo em tornar as cidades mais habitáveis, atendendo aos cidadãos no dia a dia e melhorando sua qualidade de vida.

Ao observar de perto o processo de modernização com características chinesas, Herzog ressalta que a China conta com um mecanismo bem definido para transformar estratégias em ações concretas. No país, os planos são executados com grande agilidade, e as políticas públicas rapidamente se traduzem em medidas práticas.

Herzog ressaltou ainda que fazer ciência na China é um processo bastante ágil, e que a pesquisa acadêmica e a prática andam muito próximas — especialmente no campo do planejamento urbano. “Nós percorremos várias regiões e trabalhamos lado a lado com os municípios para desenvolver os projetos urbanísticos. É uma vivência que eu nunca tinha tido em lugar nenhum, e que considero muito especial”, afirmou o cientista.

Herzog ressaltou que a China possui um enorme contingente de talentos na área científico-tecnológica. Muitos jovens cientistas e engenheiros estão ingressando nesse campo — seja na pesquisa básica, seja na aplicação industrial — e, em cada setor, pelo menos um em cada dez profissionais está entre os melhores. Isso, segundo ele, vai gerar transformações profundas.

Ao falar sobre o futuro da IA, o presidente chinês, Xi Jinping, propôs o conceito de “centrado nas pessoas e orientado para o bem e para o progresso”, com o intuito de alertar que o avanço tecnológico deve estar a serviço do bem-estar humano. Herzog disse apoiar plenamente essa filosofia e acrescentou: “Ao longo da minha vida, me dediquei a criar sistemas de IA que beneficiem a humanidade, para que a inteligência artificial seja, de fato, uma força para o bem e para o progresso.”

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