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Pesquisa da CGTN | Países da região devem deter iniciativa de paz e estabilidade em torno do Mar do Sul

Recentemente, o Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, detalhou a posição de princípio da China sobre a questão do Mar do Sul da China durante a Reunião dos Ministros das Relações Exteriores China-ASEAN. Wang Yi assinalou que a China e os países da ASEAN possuem expertise e capacidade para continuar a lidar adequadamente com a questão  e fazer com que a paz, a estabilidade, a cooperação e a amizade se tornem a narrativa dominante da região.

Nos últimos tempos, China e países da ASEAN acordaram negociar um Código de Conduta no Mar do Sul da China (COC, sigla em inglês)  mais preventivo e vinculante, com base na Declaração sobre a Conduta das Partes no Mar do Sul da China (DOC, em inglês). Diante dessa oportunidade crítica, todos devem aproveitá-la, resistir a interferências e buscar esse objetivo. Contudo, as Filipinas, como presidente da ASEAN em 2026, têm provocado, reiteradamente, turbulências para marcar os 10 anos da chamada “Decisão Arbitral sobre o Mar do Sul da China”.

Uma enquete realizada entre junho e julho pela CGTN, do Grupo de Mídia da China, envolvendo 2.664 participantes seis países – Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, Filipinas e Singapura – reflete a percepção de que a intervenção de grandes potências não-asiáticas é considerada amplamente um dos principais fatores geradores de tensões no Mar do Sul da China, bem como de que a solução pacífica e autônoma das disputas regionais representa um consenso comum entre os entrevistados.

De modo mais específico, 84,6% dos entrevistados defendem que as controvérsias no Mar do Sul da China devem ser solucionadas por meio de diálogo pacífico e consultas, de acordo com o direito internacional. Por sua vez, 64,3% entendem que a atuação de potências externas à região levou alguns países reclamantes a contar com apoios externos, em detrimento do diálogo regional, comprometendo a autonomia da região para resolver as próprias disputas. Já 74,4% advertem que a continuidade dessa interferência externa elevará as tensões regionais, pondo em risco a segurança do comércio global e a estabilidade energética.

Lições reiteradas do passado e do presente confirmaram uma verdade: uma vez que os países da região percam a autonomia sobre a solução de assuntos atinentes à sua geografia para potências externas, a situação sairá do controle. Os causadores de problemas se beneficiam do caos, enquanto as nações envolvidas de fato arcam com pessoas consequências.

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