A Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global de IA foram realizadas em Shanghai entre os dias 17 e 20 deste mês. O evento não apenas reuniu mais de 1.100 empresas para apresentar tecnologias de ponta, como também serviu de plataforma para que companhias internacionais do setor ampliassem sua presença e fortalecessem conexões com o mercado chinês.
Achim Peltz, CEO da divisão de Controle de Movimento da Siemens, afirmou que esta foi sua primeira participação na Conferência Mundial de IA. Segundo ele, além da exposição de tecnologias, o completo ecossistema industrial da China chamou sua atenção. Para ter sucesso em um mercado com uma base industrial tão robusta, é fundamental aprofundar a adaptação local e compreender as necessidades específicas da indústria chinesa.
O vice-presidente sênior e diretor de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da Schneider Electric na China, Xiong Yi, avaliou que a cadeia de suprimentos chinesa para os setores ligados à inteligência artificial é extremamente competitiva, abrangendo desde a produção de semicondutores até a fabricação de robôs. Segundo ele, a infraestrutura industrial e as instalações de energia voltadas ao desenvolvimento da IA também estão entre as mais avançadas.
Já Han Chen, vice-presidente sênior do Grupo ABB e presidente da divisão de Robótica da empresa na China, ressaltou que o país já possui o maior parque instalado de robôs do mundo. Segundo ele, os clientes chineses demonstram alto grau de confiança na inteligência artificial, o que proporciona uma ampla variedade de cenários de aplicação, algo difícil de encontrar em outros mercados. Esse ambiente gera um enorme volume de dados, favorecendo o rápido desenvolvimento dos modelos de IA e criando uma oportunidade de mercado única em escala global.
Miguel Faustino, presidente da Thermo Fisher Scientific na China, afirmou que a inteligência artificial continua sendo uma das áreas estratégicas que recebem investimentos contínuos no país. Na sua avaliação, o ecossistema de inovação chinês alcançou um novo patamar de competitividade. Presente na China há mais de 40 anos, a empresa pretende ampliar seus investimentos e aprofundar ainda mais sua atuação no mercado chinês.
