A Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) 2026 e a Reunião de Alto Nível sobre a Governança Global da IA foram inauguradas no dia 17 em Shanghai. O presidente chinês, Xi Jinping, participou do evento e fez o discurso temático intitulado “Construir em conjunto um sistema global de governança da inteligência artificial justa e razoável”.
O líder chinês apresentou uma série de iniciativas e medidas práticas, oferecendo soluções chinesas para reduzir a lacuna digital e inteligente global e promover o desenvolvimento benéfico e inclusivo da inteligência artificial no mundo todo.
Para Omar Yaghi, laureado do Prêmio Nobel de Química de 2025, as propostas do presidente chinês são extremamente visionárias, de conceito profundo e grande importância, orientando o rumo central do desenvolvimento futuro da inteligência artificial. “Abraçar ativamente e impulsionar fortemente a inteligência artificial é um bem comum para toda a humanidade”, destacou Yaghi.
O professor da Universidade de Montreal e laureado do Prêmio Turing de 2025, Gilles Brassard, disse que concorda plenamente com as propostas de Xi Jinping sobre a abertura, o ganho mútuo e o desenvolvimento impulsionado pela inovação. Brassard acrescentou que a tecnologia de IA deve ser aberta para todas as pessoas que precisam e que a China poderá ser uma referência sobre a transferência e aplicação práticas de teorias científicas de vanguarda e o desenvolvimento da pesquisa básica.
Para Amandeep Singh Gill, subsecretário-geral das Nações Unidas e encarregado para Tecnologias Digitais e Emergentes, a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO) reforça a necessidade de cooperação multilateral, contando com a participação conjunta de 29 países. “Uma iniciativa dessa natureza contribui para reduzir a lacuna de inteligência global”, valorizou Singh Gill. A Nações Unidas mantém estreita cooperação com a China na área de capacitação em inteligência artificial e está empenhada em garantir que os frutos do desenvolvimento da IA cheguem a todas as regiões do planeta, pois se trata de uma das tecnologias mais transformadoras da história da humanidade.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação da África do Sul, Blade Nzimande, observou que os países africanos carecem de infraestruturas complementares para a inteligência artificial. “A China, uma grande potência com capacidade sólida, toma a iniciativa de criar condições para que os países em desenvolvimento compartilhem efetivamente os frutos do desenvolvimento da IA”, reconheceu o ministro sul-africano.
