CRI e Diario de Pernambuco

“Juventude China-América Latina: Resposta aos Desafios Globais – Desafio de Alívio da Pobreza 2026” inicia etapa preliminar em Beijing

A etapa preliminar do programa “Juventude China-América Latina: Resposta aos Desafios Globais – Desafio de Alívio da Pobreza 2026” foi realizada no dia 6 de junho na Universidade Tsinghua, em Beijing, capital chinesa.

O evento deste ano é organizado pelas instituições fundadoras: Universidade Tsinghua (China), Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil), Pontifícia Universidade Católica do Chile, Universidade do Chile (Chile) e Universidade do Pacífico (Peru). Contou ainda com as co-organizadoras: Embaixada da China no Brasil, Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (Brasil), Universidade de Santiago do Chile (Chile) e a Pontifícia Universidade Católica do Peru (Peru).

A atividade reuniu 675 jovens de 91 universidades e instituições da China, Brasil, Chile e Peru, organizados em 120 equipes concorrentes. Nesta edição, as equipes foram agrupadas por país para avaliações preliminares, com o objetivo de selecionar os melhores times para as etapas seguintes.

Criado em 2024, o “Desafio de Alívio da Pobreza” deste ano foi aprimorado e inovado, incentivando os jovens da China e da América Latina a promover intercâmbios e cooperação em redução da pobreza e desenvolvimento. Por meio de equipes internacionais, competições, estudos de campo, palestras e seminários, a iniciativa busca estimular o aprendizado mútuo e compartilhamento de experiências práticas entre os países participantes.

Neste ano, 31 equipes chegaram à etapa de apresentações presenciais, combinando avaliações presenciais e online para disputar as vagas de classificação.

Na cerimônia de abertura, a professora do Departamento de Finanças da Escola de Economia e Gestão da Universidade Tsinghua e diretora do Centro de Estudos Latino-Americanos da instituição, Chen Taotao, destacou que a escala de participação e o número de equipes internacionais atingiram novos patamares, demonstrando vitalidade inovadora e senso de responsabilidade dos jovens diante dos desafios globais.

A diretora do Instituto para Pesquisas Avançadas da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisadora sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), Ana Célia Castro, destacou que a iniciativa vai além de uma competição de inovação juvenil, funcionando como uma plataforma essencial para promover intercâmbio e aprendizado mútuo entre jovens da China e da América Latina.

A diretora do Escritório de Aprendizagem Global do Escritório do Vice-Reitor de Assuntos Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Maribel Flórez, ressaltou que a redução da pobreza envolve educação, saúde, inovação tecnológica, sustentabilidade ambiental e inclusão social, exigindo cooperação interdisciplinar e internacional.

A diretora do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Chile, Alicia Salomone, reconheceu os esforços das equipes em colaborar além de fronteiras, idiomas e disciplinas, incentivando os estudantes a desenvolverem cooperação intercultural de forma aberta e inclusiva, aprofundando a compreensão mútua e a construção de consenso.

A diretora do Centro de Estudos sobre China e Ásia-Pacífico da Universidade do Pacífico (Peru), Cynthia Sanborn, afirmou que o interesse ativo dos jovens por temas globais como a redução da pobreza demonstra senso de responsabilidade e liderança.

Na sessão de pronunciamentos dos especialistas convidados, diversos representantes de universidades e empresas da China e da América Latina compartilharam seu reconhecimento pelo evento e suas expectativas para futuras edições.

Durante a apresentação dos projetos, os 31 times abordaram temas variados, como educação, agricultura, inteligência artificial, construção sustentável e saúde do idoso, propondo soluções práticas e diversificadas.

Para complementar as apresentações, os jurados interagiram com os participantes, que demonstraram excelente capacidade de expressão, senso de responsabilidade e clareza ao apresentar a fundamentação científica, a viabilidade e o potencial de aplicação de seus projetos.

Ao final das apresentações, diversos estudantes compartilharam suas experiências, destacando que a colaboração com colegas de diferentes países aprofundou sua compreensão sobre a redução da pobreza, além de aprimorar habilidades de trabalho em equipe e comunicação intercultural.

Os jovens participantes afirmaram que a experiência lhes permitiu sair da sala de aula, enfrentar problemas reais e buscar soluções por meio do pensamento sistêmico.

Além da sede presencial na Universidade Tsinghua, as equipes do Brasil, Chile e Peru realizarão suas competições preliminares separadamente ou enviarão vídeos de apresentação online, participando conjuntamente da avaliação inicial. Considerando a distribuição geográfica das equipes e os fusos horários, os resultados preliminares devem ser divulgados de forma unificada pelas instituições participantes por volta de 21 de junho.

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