
O 23º Diálogo de Shangri-La foi encerrado neste domingo (31) em Singapura, após três dias de atividades.
Durante o evento, representantes de mais de 40 países e regiões expuseram suas posições sobre as principais questões internacionais da atualidade em diversas sessões temáticas. Os participantes consideraram que os países precisam fortalecer a comunicação e a coordenação, persistindo no gerenciamento de divergências e na construção de consensos por meio de diálogo e cooperação.
Meng Xiangqing, chefe da delegação de especialistas e acadêmicos do Exército Popular de Libertação da China, afirmou que a comunidade internacional enfrenta atualmente múltiplos desafios de segurança. Os diversos países devem se manter alertas contra quaisquer tentativas que se aproveitem da ocasião para subverter as conquistas da Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra. A parte chinesa propôs a Iniciativa de Segurança Global e a Iniciativa de Governança Global, oferecendo a sabedoria e as soluções chinesas para que a comunidade internacional lide com as transformações globais.
Ao falar sobre como salvaguardar a ordem internacional do pós-guerra, Meng Xiangqing enfatizou a necessidade de vigilância diante do risco de ressurgimento da ideologia do militarismo japonês. Ele questionou se um país que não ajustou contas de forma completa com o legado tóxico de seu militarismo tem qualificação para discursar amplamente em fóruns internacionais sobre cooperação em defesa.
Ao responder a perguntas sobre a questão nuclear, Meng Xiangqing declarou que a posição da China sobre o assunto é consistente e inequívoca. O país persiste no caminho do desenvolvimento pacífico, segue uma estratégia nuclear de autodefesa, adota a política de não ser a primeira a usar armas nucleares e defende a proibição total e a destruição completa do armamento nuclear.
