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Docentes universitários defendem que Moçambique pode dinamizar o acesso ao mercado chinês

Docentes universitários moçambicanos consideram que a visita do presidente de Moçambique, Daniel Chapo, à China pode reforçar as relações entre os dois países e facilitar o acesso ao mercado chinês.

Daniel Chapo marcará presença em Beijing entre os dias 16 e 22 de abril, no quadro da sua primeira visita ao gigante asiático, a convite do presidente chinês, Xi Jinping.

Segundo informações, a visita do Chefe de Estado moçambicano insere-se no quadro do aprofundamento e elevação da parceria estratégica abrangente existente entre os dois países.

A CGTN ouviu os docentes universitários Rufino Sitoe e Wilker Dias sobre a viagem do líder moçambicano.

Rufino Sitoe

Rufino Sitoe defende ser necessário que Moçambique desenvolva ações de modo a que o país não apenas aproveite o mercado, mas também se destaque estrategicamente nesse processo.

Sitoe referiu que o quinto presidente de Moçambique precisa de reforçar ainda mais os laços de diplomacia económica.

“Há que renovar laços, a diplomacia económica e as parcerias, bem como a busca de financiamento. Possivelmente, o presidente fará isso na China”, afirmou Sitoe.

​Esta é a primeira viagem de Daniel Chapo à China desde que tomou posse em 2025. O Chefe de Estado tem realizado visitas a diversos países com vista a consolidar parcerias estratégicas, com diversos governos, incluindo a China, que é um parceiro histórico de Moçambique.

“Moçambique poderá ter uma vantagem significativa na parceria com a China,” defendeu Sitoe, sublinhando que a cooperação visa um benefício sustentável, baseado no investimento em infraestruturas e capital humano.

Wilker Dias

Por seu turno, Wilker Dias, docente de relações internacionais, acredita que a visita deverá permitir que o país tenha acesso ao mercado chinês de forma muito mais ativa.

“Mas isso não vai bastar, porque também será extremamente necessária a existência de reformas ou medidas internas para que possamos nos consolidar neste mercado”, explicou o docente em entrevista.

Numa nota de imprensa divulgada no ano em curso, o líder moçambicano, Daniel Chapo, apontou o ano de 2026 como uma oportunidade estratégica para elevar a cooperação bilateral entre a China e Moçambique a um novo patamar.

“A República de Moçambique reafirma a sua firme determinação em continuar a trabalhar, lado a lado, com a República Popular da China, no reforço dos laços de amizade, cooperação e solidariedade, reiterando o seu apoio ao princípio de Uma Só China”, afirmou.

Segundo dados do Standard Bank, o maior banco em África, a relação comercial entre os dois países tem crescido de forma consistente, com as exportações moçambicanas a passarem de cerca de 490 milhões de dólares em 2021 para mais de 641 milhões em 2025, o que representa um crescimento de 31%, impulsionado pelos recursos minerais.

De acordo com dados oficiais chineses, até ao final de 2024, as empresas chinesas haviam investido mais de US$ 9,5 bilhões em Moçambique, tornando a China uma das maiores fontes de investimento no país.

por Hilário Taimo

Fonte: CMG
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