
Recentemente, a China introduziu medidas de controle sobre a exportação de itens de uso duplo ao Japão. Em vez de enfrentar de forma responsável as causas profundas do problema, a parte japonesa acusou a China de forma infundada, de exercer “coerção econômica”.
Em reação a isso, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, exigiu, de maneira considerada irracional, que a China retirasse essas medidas de controle. Como resposta, o Ministério do Comércio da China enfatizou, na quinta-feira (15), que se opõe firmemente à exigência e não a aceita.
Itens de uso duplo, conforme o regulamento chinês, são mercadorias, tecnologias e serviços que têm utilizações tanto civis quanto militares ou que contribuem para reforçar o potencial militar, especialmente os que podem ser usados para o projeto, desenvolvimento, produção e utilização de armas de destruição maciça e de seus meios de lançamento, incluindo dados técnicos relacionados.
É de conhecimento geral que, desde que assumiu o poder, o governo japonês liderado por Sanae Takaichi tem interferido repetidamente nos assuntos internos da China e feito ameaças relacionadas ao uso da força militar. Além disso, o Japão tem acelerado a expansão de suas forças militares, o que prejudica significativamente a ordem pós-guerra e a segurança regional.
Em 6 de janeiro, o Ministério do Comércio da China anunciou, em comunicado, a proibição da exportação de todos os itens de dupla utilização para usuários militares japoneses, para uso militar do Japão e para quaisquer outros usuários finais e fins de uso final. A medida visa coibir as tentativas do Japão de retomar a “remilitarização” e de aquisição de armas nucleares, sendo considerada completamente justificada, razoável e necessária.
A imposição de medidas de controle da exportação pela China em relação ao Japão visa essencialmente defender as conquistas da Segunda Guerra Mundial e salvaguardar a paz e a estabilidade na região por meio de ações legítimas e fundamentadas.
Ao mesmo tempo, a comunidade internacional deve unir-se e adotar medidas concretas para restringir a expansão militar do Japão. Somente com a solidariedade e esforços conjuntos será possível estabelecer uma linha de defesa sólida contra o ressurgimento do militarismo japonês e garantir uma paz duradoura e segurança coletiva.
